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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um rochedo de lava a 500 anos-luz da Terra

Astrônomos descobriram o primeiro planeta rochoso fora do sistema solar, depois de mais de 70 horas de observação. O CoRoT-7b, localizado na direção da constelação de Unicórnio, tem uma densidade semelhante à Terra, mas não pode possuir vida, porque está demasiado próximo da sua estrela. A temperatura à superfície é de dois mil graus.



A 500 anos-luz da Terra, lá para os lados da constelação de Monoceros (Unicórnio), há uma estrela ligeiramente menor e mais nova que o Sol. Em seu redor, os astrônomos acabam de descobrir o primeiro planeta rochoso encontrado fora do sistema solar: o CoRoT-7b. "É a recompensa suprema, demos de caras com uma Terra", revelou à AFP Didier Queloz, do Observatório de Genebra.



"Nós basicamente também vivemos num rochedo", indicou à AP Artie Hartzes, diretor do Observatório de Thuringer, na Alemanha. "É o mais perto de algo como a Terra que encontramos até agora. Está apenas demasiado perto do seu sol", acrescentou.



"Está tão perto que pode parecer como o Inferno de Dante. Modelos teóricos sugerem que o planeta poderá ter lava e oceanos fervendo em sua superfície. Com estas condições extremas, este planeta não é definitivamente um local onde a vida se desenvolve", afirmou Queiroz. "É quente, estão a chamá-lo um planeta de lava."


A temperatura na superfície de CoRoT-7b deverá rondar os dois mil graus centígrados de dia e os duzentos graus negativos à noite, segundo os especialistas. O exoplaneta (nome dado aos planetas fora do sistema solar) está a apenas 2,5 milhões de quilometros da sua estrela - 23 vezes mais perto que Mercúrio do Sol. Completa a translação em apenas 20,4 horas.



Os astrônomos já encontraram 374 exoplanetas, mas a maioria são gigantes gasosos. "Mas como o CoRoT-7b é rochoso, então podemos imaginar que planetas parecidos, com uma massa três ou cinco vezes superior à da Terra, também o são", acrescentou, referindo que uma dezena destas "superterras" já foram descobertas.



Mas descobrir que este exoplaneta era rochoso, medindo com precisão a sua massa e densidade, não foi fácil. Recorde-se que se encontra a 500 anos-luz da Terra e que um ano-luz corresponde a cerca de 9500 mil milhões de quilómetros. Os astrônomos tiveram de analisar informações de 70 horas de observação, aproveitando o momento em que o planeta passa frente à sua estrela.



"Como a órbita do planeta está alinhada de forma que conseguimos ver quando atravessa a sua estrela - diz-se que está a transitar -, podemos medir de forma correta, e não apenas inferir, a massa do exoplaneta, o menor alguma vez medido", disseram em comunicado. Esta estrela tem pelo menos outro planeta um pouco maior, que não pode ser medido por não "transitar".

Fonte:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1364645

terça-feira, 8 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um Índio

Retribuindo a gentileza da Ceci...

(Caetano Veloso)

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

Visite:http://indiodasestrelas1961.spaces.live.com/

sábado, 25 de julho de 2009

Como nasce um paradigma‏

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancadas.

Passado algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi procurar subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais procurava subir a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

Fonte: e-mail do André

*Analise a situação antes de tomar uma atitude.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

É um grande desperdício pensar no que vem após a vida, diz Dawkins

Nome maior do ateísmo discutiu na Flip seu livro ‘Deus, um delírio’.Biólogo evolucionista usou bastante humor em sua participação.

Shin Oliva Suzuki Do G1, em Paraty

Os que conhecem Richard Dawkins só pelo título de “o maior ateu do mundo” e suas batalhas com os religiosos podem pensar que se trata de um homem agressivo e amargo. Mas, como mostram algumas passagens de seus livros, o biólogo evolucionista britânico soube usar de humor e de clareza em sua participação na Flip para defender por que não tem motivos para acreditar em Deus.

Na noite desta quinta-feira (2), ele conversou com o jornalista Silio Boccanera e também respondeu perguntas da plateia sobre seus trabalhos, em especial “Deus, um delírio”, best-seller que provocou bastante polêmica pelo mundo.

“Há a percepção de que você não pode criticar as religiões”, disse Dawkins, “e isso faz com que tudo que você fale contra soe agressivo”.

Em uma de suas tiradas humorísticas, dignas de uma comédia do igualmente britânico grupo Monty Python, o evolucionista ironizou a primazia da religião como origem de tudo: “Quer dizer que foi assim na Bíblia? Moisés trouxe uma tábua escrita ‘Não matarás’ e o povo que ouvia disse: ‘puxa, realmente essa é uma boa ideia”.

“Algumas pessoas argumentam que a religião traz consolo e conforto, mas isso não torna o que ela prega uma verdade. É como quando você vai ao médico: alguns querem saber se o caso é grave e outros não”, disse o britânico, que vestia na palestra uma camiseta florida de turista em férias no Brasil.

Em uma das partes mais aplaudidas pela platéia da Flip, Dawkins disse: “É um desperdício terrível viver a sua vida pensando no que vem depois”. “Não desperdice a única vida que você tem.”

Quase ao final da participação da Flip, Dawkins respondeu a mais famosa pergunta que se faz a um ateu. E se você encontrar Deus depois da morte. "Primeiro eu diria: que tipo você é? Um deus grego, um deus asteca, um deus nórdico...?", disse o biólogo, arrancando risadas do público. Depois ele repetiu uma passagem citada em "Deus, um delírio", uma conhecida frase do filósofo Bertrand Russell, para responder a mesma questão: "Não havia provas o suficiente, Deus, não havia provas o suficiente!"

O britânico ainda não deixou de abordar os 150 anos de publicação de "A origem das espécies", de Charles Darwin, ao comentar a clareza do texto, em distinção a textos normalmente feito por acadêmicos.

E quis deixar claro que o fato de ser identificado como darwinista, ou o próprio título de seu livro "O gene egoísta", não significa que ele concorde com a ideia de que "só os mais fortes sobrevivem" para a vida em sociedade: "O nosso cérebro cresceu e evoluiu o suficiente para nos rebelarmos contra essa herança darwinista".

Fonte:http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1216923-15700,00-E+UM+GRANDE+DESPERDICIO+PENSAR+NO+QUE+VEM+APOS+A+VIDA+DIZ+DAWKINS.html




quinta-feira, 2 de julho de 2009

Polícia identifica jovens que participaram da morte de um cão a pauladas no RS

A delegacia de Quintão, litoral norte do Rio Grande Sul, abriu inquérito para investigar a morte a pauladas de um cachorro. O crime bárbaro foi gravado em um aparelho celular e publicado no site YouTube.

Uma denúncia anônima levou os policiais até os autores do crime. Os investigadores receberam a informação de que um vídeo mostrando a morte de um cão a pauladas na praia de Quintão, feito por moradores, estaria circulando pela internet. Os rapazes, com idades entre 19 e 21 anos, foram identificados e ouvidos na tarde desta quarta-feira (1º). Em depoimento, eles afirmaram que a ordem para matar o cão partiu da dona do animal. Ela teria dito que o cachorro atacou galinhas que vivem no pátio da casa. O crime aconteceu no dia 19 de junho e o vídeo foi publicado sete dias depois. A dona do animal também deve prestar depoimento. O delegado Peterson Benitez ficou chocado com as imagens.

Os três rapazes podem responder pelo crime de abuso e maus tratos de animais silvestres e domésticos, artigo 32 da lei de crimes ambientais. A pena chega a um ano de detenção. No caso de morte do animal, a pena tem um acréscimo de um sexto a um terço. Mas o delegado não descartou que eles sejam indiciados por outros crimes, o que aumentaria a condenação. O inquérito deve ser concluído em até 15 dias.

Fonte:http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Cidades/2009/07/02/policia+identifica+jovens+que+participaram+de+morte+de+um+cao+a+pauladas+no+rs+7044392.html

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um sapo que muda de cor constantemente está sendo venerado como um deus na Índia‏


Um sapo que muda sua cor frequentemente está atraindo multidões para a casa de Reji Kumar, 35, nos subúrbios de Thiruvananthapuram, Kerala.

Agora, um dos principais zoólogos da Índia, decidiu estudar a criatura incomum - desde que possa mante-la viva.

Kumar, um ascensorista na faculdade de medicina da cidade, encontrou um sapo de cor branca enquanto regava flores em seu jardim.

"Eu peguei ele imediatamente e coloquei-o em uma garrafa de vidro. Os órgãos internos do sapo eram claramente visíveis".

"Eu fiquei ainda mais surpreso quando o sapo branco ficou amarelo". Mas a surpresa de Kumar e de sua família não terminou alí. Eles logo descobriram que o sapo tinha ficado com uma cor cinzenta.
"De noite, ele mudou para amarelo escuro. Todos estão muito animados e surpresos. Estamos dispostos a entregar o sapo para um perito para qualquer tipo de estudos ", disse Kumar.

"O meu problema é que este sapo não parece querer comer. Estou tentando mante-lo alimentado, mas ele não come nada. Não sei mais o que lhe dar", disse ele.
"Parecia um milagre para mim que esse sapo tivesse tantas peles diferentes. Agora as pessoas vem vê-lo e rezar para ele."

O Professor Oommen V. Oommen da Kerala University, disse que sapos que mudam de cor não são incomuns. "Sapos mudam a cor para afastar os predadores", disse. "Mas pelo que tenho ouvido, o sapo de Kumar muda de cor tão frequentemente que é um pouco incomum. Vou recolhe-lo para um estudo."

Fonte:http://www.thaindian.com/newsportal/health/a-frog-that-changes-colour-attracts-crowds_100187660.html

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Arqueólogos dizem ter desenterrado um dos primeiros reis de grande cidade maia


Imagem de Copán feita por pintor no século XIX (Foto: Reprodução)

Corpo de nobre pré-colombiano está enterrado em templo de Copán.Especialistas hondurenhos vão estudar arcada dentária do homem
Da France Presse


Especialistas do Instituto Hondurenho de Antropologia e História acreditam ter achados restos de um dos primeiros reis da cidade maia de Copán. "Foi encontrado um esqueleto numa sepultura do templo de Oropindola que, de acordo com as investigações, tem grande importância", afirma o diretor do instituto, Darío Euraque.

A dinastia maia de Copán, que teve 16 reis, floresceu entre os anos 426 e 820 da Era Cristã e deixou belos monumentos de pedra no local, que fica 400 km a noroeste de Tegucigalpa. Segundo Euraque, os restos estão muito deteriorados, porque pedras pesadas caíram sobre os ossos do homem, com cerca de 30 anos. "Mas os dentes estão suficientemente conservados para que possamos continuar as pesquisas", afirmou ele.
Na tumba, os especialistas, coordenados pelo arqueólogo Ricardo Agurcia, acharam também oferendas para o morto. No mesmo templo, a equipe achou uma pintura que pode ter servido como base para jogos rituais.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1115309-5603,00-ARQUEOLOGOS+DIZEM+TER+DESENTERRADO+UM+DOS+PRIMEIROS+REIS+DE+GRANDE+CIDADE+M.html

sábado, 2 de maio de 2009

Um Momento Crucial

Terra está passando por uma transição na qual energias cósmicas mais potentes e puras começam a permeá-la e a afastar forças negativas que por milênios estiveram aqui instaladas. Conscientemente ou subconscientemente, todos sabem de que se trata quando ouvem falar nessa transição e logo pressentem algo que transformará toda a superfície do planeta. Sentem tensão, temor ou depressão à medida que seus antigos valores vão decaindo. Sobretudo nas metrópoles a decadência das bases desta civilização assume grandes proporções, destruindo o ânimo, a harmonia e o equilíbrio, impedindo que haja paz entre os seres e no interior de cada um.

Mas é possível estar diante desta transição planetária de forma inteligente, não como vítima, mas como colaborador das energias superiores, radiantes e luminosas que começam a se implantar. Para isso, importa saber que os pensamentos e as emoções estão em geral mergulhados nesse contaminado campo coletivo de tensão e conflito e que, portanto, não são confiáveis.

O primeiro passo é tomar consciência de que no próprio ser há um núcleo que está acima dos pensamentos normais e das emoções, um núcleo de harmonia estável, que não se deixa abalar por nenhuma situação externa. Trata-se de aspirar ao contato e à identificação com esse núcleo.

O segundo passo é o de aprender a frear a mente para impedir sua tendência a se envolver com os estímulos desarmonizadores que recebe.
Esses dois passos - o do reconhecimento do núcleo de paz interior e o do controle da mente - são fundamentais. Ante qualquer situação conflituosa, esses passos têm grande valor.

Outro passo essencial é o de não deixar que a inércia se implante no ser. A tensão e a depressão enfraquecem o corpo de energias, o chamado corpo etérico que, se estiver desvitalizado, leva a pessoa à apatia. É indispensável o correto uso da vontade e a realização de atividades evolutivas. Pessoas que estejam passando pelo assédio de forças psíquicas desordenadas ou que tenham sido abaladas por algum choque ou perda não deveriam isolar-se, nem confirmar esse estado, mas, sim, ir ao encontro de atividades que possam beneficiar os demais.
A higiene, a ordem e a harmonia em si próprio e no ambiente são mais importantes do que se pensa, pois evitam o ingresso em estados de caos. Mantê-las é uma espécie de medida preventiva, profilática, que não deve faltar, dado que as forças conflituosas dos níveis psíquicos se sustentam com essas desarmonias. Além disso, diante de instabilidades emocionais ou mentais, o relacionamento com o alimento se desestabiliza: a pessoa tanto pode passar a comer em demasia, na tentativa de compensar a desvitalização - o que não resolve, pois sua causa não é física -, quanto pode perder o apetite, por causa da apatia e do desinteresse pela vida. Em quaisquer circunstâncias, a alimentação simples, sem condimentos excessivos, contribui para a regularização dos ritmos orgânicos. É também fundamental manter sempre a própria independência quanto às opiniões e às idéias circulantes que, em geral, só confundem; exemplo disso é a ansiedade que se instala em razão da crença de que a saúde do corpo se perde se não se dorme bem. Se a pessoa não consegue dormir, em vez de se deixar levar por essa ansiedade ou pela angústia, deveria usar criativamente o tempo, realizando alguma tarefa útil e assim buscando disciplinar a atividade mental. Quando desordenada, é ela a principal causa de insônia. Um poderoso auxílio no restabelecimento do equilíbrio é ouvir peças musicais inspiradas. Obras de qualidade elevada são capazes de reorganizar as energias da pessoa e podem ser curativas, tanto quanto uma boa leitura. Essas sugestões são preliminares para viver em paz interior e com sabedoria a época atual. Quando alguém as adota com determinação, pode canalizar e irradiar as energias do porvir num mundo que hoje está desorientado. Enfim, a fé, a autodisciplina e a ausência de especulações mentais levam ao contato com a vida interior, encontro que não pode ser adiado nos tempos que correm.

(José Trigueirinho Netto é escritor, filósofo e membro-fundador do Centro Espiritual Figueira )


Fonte:http://www.opovo.com.br/opovo/espiritualidade/874727.html

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Por que você precisa passar um tempo em contato com a natureza?

Ter contato com áreas verdes é bom para você. Esses espaços não apenas melhoram o meio-ambiente, mas sua saúde.
Isso quer dizer que algo simples, como caminhar em um parque e até mesmo observar uma árvore através de uma janela, pode ocasionar mudanças. O exercício não é necessariamente a chave da relação. O que conta é que o contato com a natureza é refrescante e nos deixa mais relaxados.
A vida moderna (cidade grande, trânsito, contas) pode ser um fardo para nosso cérebro e para o resto do nosso corpo. Recentemente, cientistas da Universidade de Illinois, conseguiram evidências de que uma conexão com a natureza é vital para nossa saúde física e para nossa saúde psicológica. Ela ajuda a recarregar nosso cérebro, fazendo com que seja mais fácil aguentar o stress do cotidiano.
Essa dependência da natureza é igual a de qualquer outro animal. Assim como outros organismos, evoluímos em um ambiente diferente, natural. Logo, temos essa necessidade.
Fonte:http://hypescience.com/por-que-voce-precisa-passar-um-tempo-em-contato-com-a-natureza/

sábado, 11 de abril de 2009

O ovo de Páscoa é um delicioso símbolo de renascimento para os católicos

Os ovos de Páscoa feitos de chocolate surgiram nos Estados Unidos no final do século 19

Os chineses e os persas, assim como os romanos e algumas tribos germânicas, consideravam o ovo um símbolo de vida e do renascimento de cada primavera após a noite invernal, razão pela qual o adotaram como objeto de culto e de veneração.A movimentação dos astros, principalmente o Sol, assim como o ciclo das estações, eram de importância vital para as civilizações antigas baseadas na agricultura, o que explica a presença deste símbolo universal em diversas festividades anuais, especialmente nas ligadas à primavera.Vários povos, como os chineses, os persas e os gauleses, pintavam ovos de diversas aves com cores vivas para evocar o sol da primavera, que aparece nesta época do ano no hemisfério norte e que, para os antigos, representava um retorno à vida.O ovo como símbolo de renascimento também estava presente nas antigas cerimônias da Pessach, a Páscoa judaica, quando se celebra o momento em que o anjo exterminador passou por sobre as moradias dos judeus escravizados no Egito, cujas portas haviam sido marcadas por ordem de Jeová para que escapassem do castigo divino contra os egípcios.Este rito hebraico foi absorvido pelo cristianismo, religião na qual a tragédia litúrgica da crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo se entrelaça também com rituais pagãos ligados à fertilidade e à idéia de ressurreição.Em muitos destes ritos arcaicos, aparecia o símbolo milenar do ovo, arquétipo que, desde o alvorecer da humanidade, leva consigo a magia e o mistério do ressurgir periódico da vida.Na Alta Idade Média, os cristãos adotaram o ovo como símbolo para festejar a ressurreição de Jesus Cristo na Páscoa de cada primavera boreal (hemisfério norte), depois dos sacrifícios que os fiéis se impõem durante a Quaresma.Ovos de Páscoa feitos de chocolate, muito semelhantes aos que conhecemos hoje, surgiram inicialmente nos Estados Unidos no final do século 19, e a partir daí se espalharam pelo mundo como um produto industrial, junto com a lenda do "Coelho da Páscoa", segundo a qual um coelho esteve preso com Jesus no Santo Sepulcro, tendo presenciado a sua ressurreição.Ao sair dali, o animal teria sido o mensageiro da boa nova e distribuído, entre os primeiros cristãos, ovos pintados com cores vivas, que representavam a magia do renascimento, do retorno à vida.Embora esta história, provavelmente medieval, não pareça estar ligada á nenhuma tradição cristã, cabe lembrar que o coelho era para os antigos, assim como o ovo, um símbolo de fertilidade e vida.A partir do século 20, o Ovo de Páscoa adotou definitivamente o chocolate como matéria-prima e rapidamente se tornou um objeto de consumo que movimenta milhões de dólares, mas cuja origem mais remota poucas pessoas conhecem.


Fonte:http://estilo.uol.com.br/ultnot/afp/2009/04/07/ult3805u54.jhtm

terça-feira, 7 de abril de 2009

Sol atinge menor nível de atividade em um século

Imagem: David Hathaway, NASA/MSFC

Há meses os cientistas estão olhando para o Sol com um misto de espanto e curiosidade. Não é para menos, ele nunca esteve tão discreto. Pelo menos não nos últimos 100 anos. A pergunta é unânime: Por quanto tempo o Sol vai ficar tão quieto?
Não aconteceram manchas solares em 266 dos 366 dias de 2008, mais de 73% de silêncio solar. Para achar um ano em que o Sol esteve tão tranquilo é preciso voltar a 1913, quando ele teve 311 dias sem apresentar manchas.
Silêncio solar
Já na metade de 2008, alguns cientistas alertavam que os dados estão surpreendendo. Outros, porém, vieram a público dizer que seus colegas estavam fazendo cálculos errados (veja O que há de errado com o Sol?).
Agora, porém, estão todos, preocupados e despreocupados, refazendo seus próprios cálculos. Quem dizia que estava tudo normal chegou a apontar que 2008 marcaria o Mínimo Solar, e que já já estaríamos entrando em uma fase ascendente, rumo ao próximo Máximo Solar, previsto para ocorrer em 2012.
Mas o Sol continua a desmentir qualquer previsão: os primeiros dados de 2009 indicam que este ano pode ser ainda mais calmo em termos de manchas solares do que o marasmo de 2008. Até 31 de Março não haviam sido registradas manchas solares em 78 dos 90 dias de 2009 - 87% de silêncio solar.
Ciclos solares
Mínimos solares ocorrem a cada 11 anos, como parte natural dos ciclos solares, descobertos pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe, ainda nos século XIX.
As manchas solares são "ilhas de magnetismo" de tamanho comparável ao de um planeta, que surgem na superfície solar. Elas são responsáveis pelas tempestades solares, ejeções de massa da corona solar e emissões intensas de raios ultravioleta.
Colocando os números de manchas solares em um gráfico, Schwabe percebeu que os picos de atividade solar eram sempre seguidos de períodos de calmaria, separados entre si por 11 anos. Isto tem sido verdade nos últimos 200 anos. O atual ciclo começou em 1996, ou seja, deveríamos ter atingido o Mínimo Solar por volta de 2007.
Vento solar mais fraco
Medições da sonda espacial Ulysses revelam uma queda de 20% na pressão do vento solar desde meados dos anos 1990 - o menor ponto desde que as medições começaram nos anos 1960.
O vento solar mantém os raios cósmicos galácticos fora do Sistema Solar. Com a diminuição do vento solar, mais raios cósmicos penetram no nosso sistema, resultando em maiores riscos para os astronautas, que não estão protegidos pela atmosfera terrestre. Ventos solares mais fracos também resultam em menos tempestades geomagnéticas e menos auroras boreais e austrais.
Sol menos brilhante
Outras sondas espaciais da NASA também revelaram que, desde o Mínimo Solar de 1996, o brilho do Sol caiu 0,02% no comprimento de onda da luz visível e 6% no comprimento de onda ultravioleta.
Estas variações são suficientes para produzir efeitos importantes porque a atmosfera superior da Terra recebe menos calor do Sol. Os satélites artificiais passam a sofrer menos arrasto, o que pode aumentar sua vida operacional. Por outro, isso também significa que o lixo espacial vai ficar mais tempo em órbita, oferecendo risco para esses mesmos satélites e para todos os que ainda serão lançados.
Se o período de calmaria do Sol durar mais 1 ano, o atual Mínimo Solar superará os mínimos registrados em 1913 e 1901.

domingo, 29 de março de 2009

O jogador Yohan Mollo é apontado como um dos novos craques e símbolo sexual dos gramados

Yohan Mollo começou sua carreira profissional no ano passado, no AS Monaco

Depois de Cristiano Ronaldo e de Yohann Gourcuff, os franceses elegeram mais um símbolo sexual para a galeria de ícones do futebol europeu. Desta vez é o francês Yohan Mollo, que estreou nos campos aos 19 anos na equipe AS Monaco, em outubro do ano passado. E é apontado com um jogador que tem pontos em comum com o português Cristiano Ronaldo. Além de seus dribles que permitiram que ele fosse selecionado para a seleção francesa, seu visual também se assemelha ao do craque português: cabelos curtos e revoltos, brinco na orelha, coxas desenhadas e um lado exibicionista.

Segundo comentaristas franceses, Yohan Mollo, de 1,75m de altura e 74 kg, não tem pudor em exibir seus músculos. Numa recente partida, a exemplo de Cristiano Ronaldo e Yohann Gourcuff, ele, ao terminar o jogo, ficou só de cuecas no campo, para demonstrar sua alegria em ter eliminado a equipe do Nice da Copa da França.Yohan é fã incondicional de Cristiano Ronaldo e já declarou, em seu blog, que pede aos céus de ter um quarto do talento do colega português. Mas não adianta procurar o blog do jogador francês na rede. Ele foi retirado do ar depois que ele passou a ser apontado como uma das promessas do futebol europeu. Infelizmente, fotos mais ousadas do estreante não podem mais ser vistas pelos seus admiradores, como a que ele aparece de short cor de rosa numa sauna. Por enquanto, só mesmo quando ele resolver arrancar quase todo o uniforme ao vencer uma partida. E até lançar seu calendário em poses mais sensuais, como faz Cristiano Ronaldo todos os anos.

terça-feira, 24 de março de 2009

Adolescentes capturam imagens do espaço usando um balão

Usando uma câmera barata a bordo de um balão de hélio, jovens foram capazes de tirar incríveis fotos do espaço.
Os quatro estudantes espanhóis conseguiram mandar uma câmera fotográfica para a estratosfera usando um balão. Isso prova que, para conseguir boas imagens, não é necessário os bilhões de dólares investidos no Google, ou então um centro de pesquisas como o Centro Meteorológico da BBC.
As fotos foram tiradas a cerca de 30 quilômetros acima do mar. Os estudantes, de uma universidade na Catalunia, terminaram seu experimento em fevereiro desse ano. Eles acompanharam o trajeto de seu balão através de serviços oferecidos pelo Google Earth.
O coordenador da equipe, Gerar Marull, declarou que está fascinado pelos resultados obtidos. “Poder mandar um balão, com sensores feitos à mão, para o espaço, e conseguir imagens como essas é fascinante”.
A equipe, batizada de Meteotek, teve que passar por várias situações inesperadas e contar com uma boa quantidade de sorte.
“O balão que escolhemos foi inflado com Hélio e pesava apenas 1,5 kg. Ele conseguiu carregar o sensor e a câmera Nikon tranquilamente” explicou Marull.
Inicialmente, os integrantes da equipe ficaram preocupados com mudanças atmosféricas, já que a pressão se altera – mas, monitorando o projeto sempre, através do Google Earth, eles foram capazes de superar as dificuldades.
Os estudantes já estão sendo visados por universidades americanas, para pesquisas futuras.

domingo, 22 de março de 2009

Já pensou em escolher o nome de um filme?


Em uma iniciativa inédita no Brasil, a RMG Connect acaba de criar uma ação para que os internautas possam escolher o nome do novo filme da Warner Bros. Pictures e a Gullane Filmes, em co-produção com Casa Redonda e Buriti Filmes, dirigido por Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade). Os votos poderão ser efetuados via internet, por site, também desenvolvido pela agência, até este domingo (dia 22). São seis opções de títulos: Agora é Minha Vez; As Melhores Coisas do Mundo; Escolha a Alternativa Certa; Mundo Livre; Ovelha Negra e Um Cara Chamado Mano. A série de livros Mano, de Gilberto Dimenstein e Heloisa Prieto, inspirou o escritor Luiz Bolognesi a criar o roteiro da obra. Dividida em vários temas, o longa aborda o cotidiano de um grupo de adolescentes e seus dilemas: a sexualidade; a pressão pelo sucesso; seus medos; a descoberta do amor; o preconceito; o ambiente escolar; o peso das amizades; a relação com a família, dentre outros. No filme, as histórias se iniciam a partir dos acontecimentos na vida de Mano (apelido de Hermano) e seus amigos. As filmagens começam em abril e a previsão de estréia nos cinemas brasileiros é para 2010.

sábado, 21 de março de 2009

Sistema solar poderá ter mais um planeta

O astrónomo da Universidade do Havai, Robert Jedicke, acredita que o Planeta X poderá estar a 15 biliões de quilómetros da Terra.

Quando Plutão deixou de ser classificado como planeta, tudo apontava que o sistema solar estivesse definido, com o Sol e os seus oito planetas. No entanto, o astrónomo Robert Jedicke, da Universidade do Havai, avançou recentemente com a teoria de que possa existir um novo planeta no nosso sistema solar, ao qual chamou "Planeta X".A crença nasceu a partir da observação da órbita de alguns corpos celestes localizados na Cintura de Kuiper, entre 4.500 e 7.500 milhões de quilómetros da Terra. Segundo o astrónomo, os corpos têm movimentos elípticos, semelhantes aos dos planetas, o que leva a crer que exista um corpo maior, que orbite o Sol, para além dos 7.500 km de distância da Terra. Segundo o investigador, essas órbitas poderão ser resultado "de perturbações de um objecto maciço muito distante".Esta opinião não é para já consensual. Alguns astrónomos defendem que o lento afastamento dos planetas em relação ao Sol pode estar na origem das estranhas órbitas dos corpos celestes de Kuiper. O investigador estima que o hipotético planeta possa estar a 15 biliões de quilómetros da Terra. A esperança do astrónomo reside agora no Pan STARRS, sigla inglesa para vigilância telescópica panorâmica e sistema de resposta rápida, um projecto que tem como objectivo fulcral a monitorização dos céus em busca de asteróides que possam estar em rota de colisão com a Terra.Quando o sistema entrar em funcionamento, em 2010, Jedicke planeia rastrear todas as imagens por ele captadas em busca de algum sinal do Planeta X. Se o Planeta X existir, os cientistas terão que rever as suas teorias de formação do sistema solar, já que isso poderia sugerir uma formação dos planetas muito anterior àquela que se aceita hoje

Fonte:http://www.expressodasnove.pt/interiores.php?id=3522

sábado, 10 de janeiro de 2009

Dicas do FBI para descobrir um mentiroso

O FBI (Polícia Federal Americana) revela algumas dicas para saber quando a pessoa está mentindo. Confira a seguir:

Olhos: mantém os "olhos nos seus olhos" nas questões fáceis, mas desvia o olhar nas questões mais delicadas. Quando existe um conflito entre o que se fala com o que se pensa, o mentiroso tende a piscar os olhos com maior freqüência.

Movimentos da cabeça e do corpo: quem mente tem a tendência de inclinar o corpo para trás. Responde "não" à pergunta feita e em seguida, balança a cabeça afirmativamente.

Respiração: um suspiro profundo surge sempre que indagado (isto sinaliza ansiedade e aflição).
Sinais verbais: o mentiroso prefere esconder a verdade a inventar uma história. Ele "acelera" o relato para evitar detalhes. A mão cobre a boca e ele, para ganhar tempo, pede para repetir a pergunta.

A mentira é manipulativa e uma característica da personalidade anti-social. Mentiras melodramáticas são comuns entre personalidades histéricas. Neste caso, é uma conseqüência da desordem psicológica.

O prejuízo da mentira tem relação com a intencionalidade, grau de consciência e efeitos. Mentiras como: "que roupa linda", "como você emagreceu", "cheguei atrasado por causa do trânsito", não trazem prejuízos materiais ou morais para os mais próximos.

Por isso, é importante ter bom senso. Por exemplo: você diria a um doente terminal a verdade? Contaria a seus filhos ou sobrinhos pequenos que "coelhinho da páscoa" ou "Papai Noel" não existem? Os psicólogos informam que estas mentiras são válidas.

Civilizações foram construídas e religiões se solidificaram por meio da mentira (como fatos não comprovados). Mesmo o Vaticano entende que a mentira é amálgama para que a instituição não entre em crise. Ela é ruim, sem dúvida, mas não está na lista dos sete pecados capitais.

Os psicólogos apresentam algumas razões para a mentira: fuga de um castigo, busca por recompensas, intenção de ajudar outra pessoa, tentativa de escapar de uma situação embaraçosa, fuga de constrangimentos, preservação da privacidade, etc.

Mas, não se preocupe. Nem todas as pessoas são mentirosas. A maioria das mentiras não pode ser considerada como ofensiva, algumas até ajudam a harmonizar as relações interpessoais no dia-a-dia.
Fonte:http://www.terra.com.br/esoterico/

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um caso a mais



Margareth Menezes e Luis Represas

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Dá para criar um Big Bang?


O ATLAS
O maior dos quatro (quatro??? o0) detectores de partículas do LHC é um gigante de 7.000 toneladas, 46 metros de comprimento e 25 metros de altura


Como uma máquina européia de 27 quilômetros e R$ 10 bilhões vai investigar as origens do Universo


No princípio, era o nada. aí, 13,7 bilhões de anos atrás, o nada explodiu. E virou tudo – as galáxias, as estrelas, os planetas e até uma civilização capaz de construir uma máquina estranha chamada Large Hadron Collider (grande colisor de hádrons), ou LHC, enterrada na fronteira da Suíça com a França. Essa máquina, tem a ambição de recriar, em escala reduzida, as condições do Big Bang, aquela explosão que deu origem a tudo. Assim, 5 mil pesquisadores de 500 instituições em 50 países poderão estudar como se formou o Universo.
A experiência é tão poderosa que alguns estudiosos temem que ela produza um miniburaco negro, capaz de engolir a Terra e o Sistema Solar numa fração de segundo. Buracos negros são o resultado do colapso de estrelas gigantes. Sua massa é tão grande e concentrada que eles funcionam como ralos cósmicos, atraindo tudo a seu redor, até mesmo a luz. Eles poderiam surgir dentro do LHC por causa das condições de temperatura e pressão descomunais, de acordo com uma teoria publicada pelo físico inglês Stephen Hawking em 1974. “Existe a possibilidade da criação de um buraco negro no LHC”, diz Ignacio Bediaga, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, um dos 50 brasileiros que participam do projeto. “Mas ela é muito remota. Caso se confirme, o buraco negro será tão pequeno que se evaporará num instante.”
Segundo Jun Takahashi, da Unicamp, “essa história acontece toda vez que um novo acelerador entra em operação”. Takahashi também trabalha no acelerador RHIC (Relativistic Heavy Ion Collider), em Long Island, nos Estados Unidos. Em 2000, quando o RHIC estava para ser ligado, houve o mesmo temor. “O RHIC foi inaugurado, e nós continuamos vivos, não é?”, diz Takahashi.
Há quem tema outro tipo de buraco negro: o que faz desaparecer dinheiro. O LHC custa 4 bilhões de euros (R$ 10 bilhões). O projeto é bancado pela Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern), com sede em Genebra, na Suíça. Para os europeus, pode valer a pena. Depois de sete décadas de predomínio americano nas pesquisas nucleares, eles têm agora um acelerador de partículas sete vezes mais potente que o Fermilab, perto de Chicago, o maior dos EUA. Os aceleradores de partículas são demolidores de átomos. Quanto maior sua potência, mais fragmentos são produzidos – e mais observações de partículas subatômicas podem ser feitas. Dessas observações costumam sair muitos prêmios Nobel.
O LHC foi construído entre 50 e 150 metros de profundidade num túnel de 27 quilômetros de circunferência e 3,8 metros de diâmetro. O acelerador é subterrâneo por questões de segurança, pois vai gerar quantidades perigosas de radiação. Quando for ligado, o LHC vai consumir energia suficiente para abastecer os 200 mil habitantes da vizinha Genebra. Em seu interior, circularão jatos de prótons, partículas que ao lado dos nêutrons formam o núcleo dos átomos. Dois feixes de prótons serão acelerados em direções contrárias por meio de 1.640 ímãs. Para facilitar a “corrida” dos prótons, os ímãs são mantidos a uma temperatura de 271,25 graus negativos, mais frio que no espaço. Isso torna o LHC um dos lugares mais gelados do Universo, resfriado por causa de 12 milhões de litros de nitrogênio líquido – o equivalente a cinco piscinas olímpicas.
Dentro do túnel existe um vácuo artificial necessário para acelerar os prótons até 99,9999991% da velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), quando darão 11.254 voltas por segundo. Zunindo em sentidos contrários, os jatos de 100 bilhões de prótons acumularão energias tremendas. Então serão jogados um contra o outro. A batida gerará uma temperatura 100 mil vezes superior à do Sol – semelhante à do Big Bang.

Os prótons vão se estilhaçar, liberando partículas subatômicas. A maioria delas é velha conhecida dos físicos – mas espera-se que algumas sejam novas, como o bóson de Higgs, o Santo Graal que se sonha encontrar com o LHC. Das 34 partículas previstas pela teoria quântica (o conjunto de leis que explica o universo subatômico), o bóson de Higgs é a única que ainda não foi observada. Sua existência foi prevista em 1964 pelo físico inglês Peter Higgs. O bóson que leva seu nome explicaria como as partículas adquirem massa. Por isso, ele é conhecido como a “partícula de Deus”: sem ele, a matéria não existiria.
“O bóson de Higgs seria mais uma peça que se encaixa no modelo”, diz Sérgio Novaes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), outro participante do projeto. “Eu sou um pouco mais ambicioso. Espero que algo dê errado. Conto com o inesperado.” A surpresa nas experiências obrigaria os físicos a procurar novas teorias. Mesmo as teorias já existentes garantem bastante trabalho aos cientistas. Entre os vários objetivos do LHC está detectar o gráviton, partícula responsável pela gravidade, a força que nos prende à Terra e que a faz orbitar o Sol.
Para estudar as colisões, o LHC conta com quatro detectores de partículas de milhares de toneladas colocados ao longo do túnel: o Alice, o Atlas, o CMS e o LHCb. A cada segundo, ocorrerão 40 milhões de colisões, produzindo 1,5 megabyte de dados. Como a máquina vai trabalhar 24 horas por dia, ela necessita de uma infra-estrutura suficiente para processar essa quantidade colossal de dados. Daí veio a Grid, uma rede mundial de computação distribuída entre dezenas de milhares de servidores (também chamada de computação em nuvem). Seu núcleo são 50 mil computadores em Genebra, onde os dados são coletados e distribuídos para 90 grids menores. “Em cinco anos, será produzido 1 hexabyte de dados. Se fossem armazenados em discos, esses dados preencheriam 1,4 bilhão de CDs, uma pilha de 1.850 quilômetros de altura, o equivalente a 4.700 Pães de Açúcar”, diz Novaes, coordenador da grid da Unesp, uma das duas da América Latina. A outra é da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Se existem recursos para redes de computadores por aqui, os brasileiros se queixam da falta de dinheiro para trabalhar no Cern. “É ridículo”, diz Alberto Santoro, do Instituto de Física da Uerj. “Meu grupo recebeu a primeira parcela de US$ 70 mil da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) em setembro de 2006. A segunda parcela ainda não saiu.” Está previsto US$ 1 milhão para os brasileiros do LHC, dinheiro para pagar transporte, estadia, alimentação e material de escritório. “Essa instabilidade gera mil problemas. O tempo todo o pessoal lá no Cern pergunta: ‘Cadê a verba?’.” De acordo com Santoro, “o Brasil não tem história nem mecanismos para participar de cooperações internacionais. O LHC é a maior empreitada da física. Seria inconcebível a gente ficar de fora”.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI3466-15224,00.html