
Tudo teve início quando um comprador de antiguidades, o americano Wilfrid M. Voynich, adquiriu de um antigo colégio de jesuítas na Itália um estranho livro de caracteres indecifráveis até os tempos atuais, tendo em anexo uma carta com data de 1666 se referindo ao antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Boêmia (hoje região da Alemanha)
O livro estranho foi parar em Nova York depois de morte de Voynich e sua esposa. Por sua vez, o comprador, Hans P. Krauss, o doou para a biblioteca da Universidade de Yale.

Outros detalhes intrigantes do manuscrito são planilhas mostrando peças astronômicas vistas por um telescópio, ou ainda células vivas observadas por microscópio. Nas mesmas planilhas, um enigmático calendário com figuras, ou desconhecidos signos zodiacais
As várias teorias
As teorias sobre o livro e sua escrita enigmática variam, desde fraude, ou uma brincadeira de quem pensava em intrigar a sociedade. Mas, de acordo com estudiosos, a repetição de determinados caracteres indicam uma espécie desconhecida de informação, e não uma brincadeira à base de rabiscos sem propósitos.
William Romaine Newbold causou outro alvoroço em 1919, ao anunciar que o livro era obra do filósofo inglês Roger Bacon e que o mesmo conhecia a utilização de telescópios e microscópios. Sendo assim, de acordo com Newbold, Bacon conhecia a formação em espiral da vizinha galáxia de Andrômeda, bem como os micróbios, organismos invisíveis a olho nu, e ainda a formação do embrião partindo da união do espermatozoide e do óvulo..
O mistério continua
Durante a Segunda Guerra Mundial, peritos militares suspeitaram que o manuscrito pudesse representar informações sigilosas e de espionagem e tentaram destrinchar a inscrição toda mas não conseguiram encontrar uma fórmula para a decodificação do documento.
É de conhecimento público várias falsificações através da história, mas esse tipo de ato sempre buscou um ganho, uma vantagem. Mas , no caso do “Manuscrito de Voynich”, quem se interessaria em produzir trabalhosamente um enigma em mais de 230 páginas sem qualquer intento?
Uma enorme comunidade de cientista, composta de historiadores, bibliófilos, criptógrafos e linguistas, debruça sobre o pequeno livro de 18 por 23 centímetros de comprimento. No entanto, o mistério persiste.
Ocimar Barbosa
Imagem(s): divulgação
As várias teorias

Outros passaram a acreditar que a escrita vinha de uma língua artificial. Mas, nem mesmo a língua “Ignota” criada por Hildegarde de Bingen se assemelhava aos caracteres do livro.
Quem tentou e quase conseguiu lançar uma luz sobre o assunto foi o botânico Hugh O'Neill, em 1944. Sua conclusão era a de que algumas daquelas plantas representavam espécies do Novo-Mundo, o que provocaria hipótese sobre a confecção do livro após o ano de 1492, data em que Cristóvão Colombo pisou na América trazendo sementes de girassol e pimenta.
Mas, nos desenhos, a pimenta é colorida em verde (ao invés de vermelha) e a identificação de um girassol nas ilustrações gerou dúvidas.
William Romaine Newbold causou outro alvoroço em 1919, ao anunciar que o livro era obra do filósofo inglês Roger Bacon e que o mesmo conhecia a utilização de telescópios e microscópios. Sendo assim, de acordo com Newbold, Bacon conhecia a formação em espiral da vizinha galáxia de Andrômeda, bem como os micróbios, organismos invisíveis a olho nu, e ainda a formação do embrião partindo da união do espermatozoide e do óvulo..
O mistério continua
Parece ser uma espécie de manual ou almanaque voltado para botânica, astronomia e biologia, ou mesmo uma apostila com noções básicas de ciências naturais.
Durante a Segunda Guerra Mundial, peritos militares suspeitaram que o manuscrito pudesse representar informações sigilosas e de espionagem e tentaram destrinchar a inscrição toda mas não conseguiram encontrar uma fórmula para a decodificação do documento.

Uma enorme comunidade de cientista, composta de historiadores, bibliófilos, criptógrafos e linguistas, debruça sobre o pequeno livro de 18 por 23 centímetros de comprimento. No entanto, o mistério persiste.
Quem conseguir decifrar mais esse enigma da Terra, poderá entrar para a história.
Ocimar Barbosa
Imagem(s): divulgação