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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Durante protesto, Yeda chama professores de "torturadores"

Yeda mostra cartaz a manifestantes em frente à sua casa em Porto Alegre (RS)

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), foi alvo de um protesto de professores na manhã desta quinta-feira. Manifestantes se posicionaram em frente a sua casa no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre, para pedir o impeachment da governadora. Yeda, que alegou que seus netos tiveram dificuldade de sair de casa devido ao protesto, apresentou cartazes ao grupo dizendo: "vocês não são professores, torturam crianças".

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel João Carlos Trindade Lopes, seis pessoas foram detidas durante o protesto, organizado pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato). Entre os detidos, está a presidente da entidade, Rejane de Oliveira. A Polícia Militar (PM) tentou conter o grupo que, por volta das 8h30, já havia sido retirado do local.

Após a dispersão do protesto, os manifestantes seguiram em ônibus para o centro da capital, onde ocorrerá a segunda etapa da manifestação, em frente ao Palácio Piratini, sede do governo estadual.

De acordo com informações da rádio Gaúcha, Yeda Crusius reagiu ao protesto, dizendo que os professores sabiam que havia crianças dentro da casa e que elas iriam para a escola realizar provas nesta quinta-feira.

"A violência e o absurdo são tão grandes que só posso descrever com os meus netos. Crianças de oito e 11 anos saem chorando de casa. (...) Vocês não são professores. Vocês são torturadores de crianças", afirmou Yeda à rádio.

Em nota divulgada no site do Cpers, a entidade afirma que o posicionamento do sindicato é de que "a governadora não tem mais legitimidade para ocupar o posto e deve ser imediatamente afastada".

"Acuada por indiciamentos de dois dos seus secretários pela Polícia Federal gaúcha, por corrupção e cada vez mais desacreditada nas pesquisas de opinião, a governadora Yeda Crusius tem evitado aparições públicas, mas não consegue evitar o desgaste de sua administração", diz a nota.

Denúncias
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações desde a Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo estima o Ministério Público.

A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3876145-EI7896,00-Durante+protesto+Yeda+chama+professores+de+torturadores.html

*Cruzes, Yeda!
A senhora sabia que a primeira educação de uma criança, vem da família na qual nasceu?
Qual exemplo (educação) você está dando aos seus netos?
Os professores protestaram na frente da sua casa por que?
Algum motivo tem e você sabe qual é.
Os seus netos foram tolhidos de sair de casa por torturadores ou pela sua atitude? Pense nisso antes de agredir ou sentir-se acuada.
Parabéns aos professores que fizeram esse protesto.

sábado, 30 de maio de 2009

Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente

O governador de São Paulo, José Serra, foi vaiado nesta sexta-feira (29) por professores e servidores da saúde durante uma visita a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras.

Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de "ditador" pelos manifestantes. Em resposta aos gritos - de "ditador, ditador" -, Serra ironizava: "Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e 'partidecos'. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de "trololó", disse Serra.

"Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores", acusou Agripino Miguel Costa, conselheiro regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Os professores querem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%. No começo da noite de hoje os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de quarta-feira.

Serra inaugurou o Hospital Regional, que o governo paulista comprou por R$ 74 milhões em duas parcelas. Desde fevereiro, o hospital é administrado por freis da Associação Lar São Francisco, que cuida de 34 hospitais no Estado de São Paulo. O governador também recebeu o título de cidadão prudentino, e entregou títulos de lotes para 46 famílias do Assentamento Santa Tereza, em Euclides da Cunha Paulista.

No palanque armado no estacionamento do hospital, o governador, ao lado de ao menos 40 prefeitos e vários deputados, anunciou também a entrega de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 20 leitos para adultos.

Fonte:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/05/29/ult4528u700.jhtm

* Os tucanos não são de "trololó", são só de "nhenhenhém"


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Em São Paulo, professores marcam paralisação para o dia 29 de maio

Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram fazer paralisação no dia 29 de maio, com assembleia e indicativo de greve, em protesto contra as novas jornadas de trabalho para docentes propostas pelo governo no início do mês. A decisão foi tomada em reunião organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), nesta terça-feira (12), na praça da República.

Nas novas regras elaboradas pelo governo, os professores ingressantes por concurso terão que fazer curso e prova antes de começarem a trabalhar. Os docentes temporários também terão que fazer prova; os que obtiverem menor nota, ficam de fora da sala de aula.

Segundo comunicado de Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp, as normas para contratação de temporários "vão contra o discurso [do governo] de melhoria de educação" e "institucionalizam a rotatividade dos docentes". A presidente se reuniu com o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, nessa terça.

A entidade alega, em carta que será enviada aos deputados estaduais, que a nova norma dos temporários gerará "dispêndio de até R$ 277 milhões por ano, suficientes, por exemplo, para um reajuste salarial de 4% para toda a categoria".

A partir desta quarta-feira (13), os docentes devem fazer vigílias na Assembleia Legislativa. A Apeoesp também pede que os professores tenham faltas abonadas no dia 26, quando ocorrerão reuniões de representantes de escola, na preparação da assembleia no dia 29.

Fonte:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/05/13/ult105u8031.jhtm

sábado, 4 de abril de 2009

Professores planejam paralisação nacional para o dia 24 de abril

O presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, afirmou hoje (3), durante reunião com representantes de sindicatos da categoria de todo o país, que os professores devem paralisar as atividades no dia 24 de abril. A categoria cruza os braços por 24 horas para exigir o cumprimento da lei que institui o piso do magistério no valor de R$ 950."Nosso indicativo é para o dia 24 de abril. A data não deve ser alterada porque foi uma sugestão dos estados", afirmou Leão.
A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2008 e prevê que o piso nacional seja pago a todos os professores da rede pública para uma carga horária de 40 horas semanais, a partir de 2010.O aplicação da Lei se dará de forma progressiva. O primeiro reajuste seria em janeiro de 2009, entretanto alguns estados não o fizeram por considerar a lei inviável do ponto de vista orçamentário.Em outubro do ano passado, governadores de cinco estados entraram com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a lei. A Adin questionava a denominação "vencimento básico", em vez de "piso salarial". O vencimento básico não contemplaria as gratificações, que passariam a ser recebidas com as horas extras, o que ultrapassaria o orçamento dos estados.O STF definiu, em dezembro, que o piso salarial entraria em vigor em janeiro e que o aumento do tempo de planejamento de aulas para um terço da carga horária de trabalho do professor, previsto em lei, ficaria suspenso até novo julgamento."Queremos que o Supremo julgue o mérito da ação o mais rápido possível. Os governos estaduais tiveram oportunidade de opinar durante a votação da lei no Congresso Nacional. É um absurdo que agora posicionem-se contra", destacou Roberto Leão.
Fonte:http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/04/03/ult105u7833.jhtm