Uma expedição de cientistas norte-americanos alega ter encontrado a cidade perdida de Atlantida, no mar Mediterrâneo, na costa sul do Chipre. Os investigadores detectaram uma estrutura que parece ter sido construída pelo homem.
As referências do filósofo grego Platão sobre a mítica cidade perdida, Atlântida, alimentou durante séculos o imaginário de exploradores e aventureiros. Descrita nos seus diálogos de Timaeous e Critias, teria existido um antigo continente perdido, a Atlântida, supostamente desaparecido devido a um maremoto ou terramoto. Ainda assim, várias correntes descrevem a origem da Atlântida, como uma ilha que teria existido sobre a Dorsal Atlântica. Alguns arqueólogos e cientistas são da opinião que a sua existência poderia também ter sido pura mistificação da cultura dos povos minóicos, originários da ilha de Creta.Agora, uma equipa de cientistas norte-americanos alega ter descoberto a cidade perdida no mar Mediterrâneo, perto do Chipre.
Robert Sarmast, o líder da expedição "Cyprus Atlantis 2004", parece não ter grandes dúvidas em afirmar que podemos estar muito perto de descobrir a cidade perdida descrita por Platão. Aliás, numa conferência de imprensa a bordo do navio "Flying Enterprise", Sarmast disse ter «encontrado 60 a 70 pontos que correspondem, na perfeição, à descrição detalhada de Platão sobre a encosta da Acrópole de Atlântida . Dois anos e meio depois de estudar a região, aquele investigador está convicto de que o monte submerso encontrado no Mediterrâneo «se não é a Acrópole que Platão enunciou, então só pode ser uma das maiores coincidências do mundo» , afirmou.
Recorrendo aos resultados das expedições russa e francesa e respectivos scanners realizados a Este do mar Mediterrâneo, a missão "Cyprus Atlantis 2004" partiu para estas últimas investigações com equipamentos mais sofisticados, utilizando sonares que percorreram as 50 milhas, a sudeste do Chipre. A partir desta tecnologia foi revelada uma grande parede feita pelo próprio homem, a mais de 1600 pés de profundidade. Robert Sarmast considerou que, de acordo com os testes científicos efectuados, esta estrutura teria estado acima do nível do mar. «Até ao momento ainda não é possível apresentar uma prova tangível da forma dos tijolos e os artefactos que, muito provavelmente, estão soterrados sob vários metros de sedimentos, a uma profundidade de mais de 1.500 pés» , concluiu. Mas, adiantou à Associated Press (AP), «esta evidência é irrefutável».
Interpelado sobre a possibilidade de estas ruínas serem de uma cidade antiga submersa pelas ondas, Sarmast foi peremptório: «se compararmos com as descrições de Platão, ficaremos assombrados» , acrescentou à AP. É que, segundo aquele cientista, a descrição corresponde de tal forma à estrutura encontrada que tem de ser a cidade perdida.
Ainda assim, apesar destas provas que, segundo a equipa norte-americana, são irrefutáveis, o arqueólogo cipriota Pavlos Flourentzos mostrou-se céptico sobre a alegada descoberta e declarou à AP; «São necessárias mais provas».
Ao jornal "The Scotsman", Sofronis Sofroniou, professor de filosofia grega no Chipre, considerou a possibilidade de se ter encontrado a cidade perdida de Atlântida como algo veradeiramente incrível, já que «é impossível que, ao longo dos tempos, ninguém tivesse associado o Chipre a Atlântida. (...) a minha intuição diz-me que não existe nada ali, mas há factos fantásticos que acabam por ser verdade» , respondeu.
O futuro dirá quem está certo ou errado. Para já, os peritos terão a oportunidade de testar a informação de Sarmast, processada ao pormenor em inúmeras imagens e modelos em três dimensões.A mesma expedição "Cyprus Atlantis 2004" deverá regressar ao local para 'limpar' parte dos sedimentos depositados ao longo de milhares de anos, numa tentativa de recolha de qualquer prova física que possa corroborar a teoria daqueles cientistas americanos. Até lá, Atlântida continua submersa em mistério até que alguém prove a sua real existência física.
Pesquisadores descobriram que, se um hormônio relacionado à fome for regulado, a vontade de usar a substância diminui. As descobertas podem significar uma forma mais fácil de tratamento e desintoxicação. O estudo identificou de que forma o hormônio afeta a dopamina encontrada no cérebro (responsável pelas sensações de prazer), na parte que controla o bem-estar e a satisfação. Posteriormente, os cientistas descobriram que bloquear o MCH (o tal hormônio) também bloqueia a “vontade” de usar cocaína. A dopamina é uma substância neurotransmissora, essencial para o sistema nervoso. Ela é associada com sentimentos de satisfação e é liberada no cérebro quando as pessoas comem algo que elas gostam, fazem sexo e, em alguns casos, quando usam drogas. Altos níveis de dopamina foram identificados em viciados em cocaína. O estudo é o primeiro a detalhar a interação entre o MCH e a dopamina. “A descoberta indica que o MCH é um regulador chave para a dopamina. E isso em uma região do cérebro associada tanto ao prazer quando ao vício” explica o professor de neurofarmacologia Oliver Civelli, um dos autores do estudo. “Acreditamos que controlar o MCH pode ajudar a acabar com o vício por cocaína. Posteriormente, podemos desenvolver, até mesmo, tratamento para o vício em outras drogas, como nicotina e álcool” declara. Em mamíferos o MCH é relacionado com o comportamento alimentar. Grandes níveis do hormônio aumentam a sensação de fome. Pesquisadores ao redor do mundo já buscam formas de reduzir a produção de MCH para tratamentos contra a obesidade. Civelli e seu time estudaram ratos viciados em cocaína. Quando o MCH desses ratos era bloqueado, as crises que eles tinham quando não recebiam a droga desapareceram por completo.
A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta quinta-feira a descoberta de um exoplaneta (planeta extra-solar) cujo registro da existência permaneceu oculto durante dez anos nos arquivos de dados do telescópio espacial Hubble. Ele foi identificado graças a uma nova técnica de processamento de imagens que omite o brilho da estrela-mãe, facilitando a visualização de planetas até dez vezes menos brilhantes. As informações são do jornal espanhol El Mundo. O objeto celeste, que pode ter a massa sete vezes maior que a de Júpiter, orbita a estrela HR 8799 (situada a mais de 130 anos-luz) junto com outros dois exoplanetas. Os três foram detectados em novembro de 2008 pelas câmeras em infravermelho dos telescópios Gemini e Keck. Porém, o planeta interior somente foi registrado após análises de imagens captadas pelo Hubble em 1998. Avaliamos as imagens arquivadas para ver se encontrávamos algo que não tivesse sido visto até agora, explicou Christian Maroisof, representante do Instituto de Astrofísica de Victoria, no Canadá. Durante os últimos dez anos, o Hubble observa os arredores de 200 estrelas, com o objetivo de descobrir exoplanetas. Segundo os pesquisadores da Universidade de Toronto, liderados por David Lafrenière, são necessários alguns anos de estudo para que os objetos detectados pelo novo sistema sejam realmente exoplanetas. É difícil determinar claramente a órbita do planeta porque ele se move em períodos de 400 anos e a fotografia feita em 1998 não oferece uma medida exata da sua localização atual, explicaram os astrônomos. No entanto, os cientistas estimam que outros 100 exoplanetas estejam escondidos nos arquivos do Hubble. Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3677224-EI238,00-Exoplaneta+e+descoberto+em+imagens+de+arquivo+do+Hubble.html
Os satélites da missão espacial Themis, lançados em 2007, descobriram um grande buraco no campo magnético da Terra. Segundo os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a abertura é dez vezes maior do que era esperado e o buraco tem o diâmetro sete vezes maior do que o do nosso planeta.
O campo magnético da Terra, também conhecido como magnetosfera, é uma espécie de bolha magnética que circunda o planeta e protege a superfície terrestre das partículas carregadas pelo vento solar. Os cientistas explicam que o vento solar carregado de partículas "abre" o buraco na magnetosfera da mesma forma como um polvo envolve um objeto com seus tentáculos - um processo conhecido como "reconexão magnética". "O campo magnético do Sol se reveste ao redor da magnetosfera, provocando a sua ruptura", afirma o cientista David Sibeck, da Nasa. A descoberta do buraco foi feita no dia 3 de junho, quando os cinco satélites da nave espacial passaram pela cavidade no momento em que estava se abrindo. "Já vimos cavidades como essa antes, mas não em escala tão grande", disse Jimmy Raeder, físico da Universidade de New Hampshire que também trabalha no projeto. "O lado diurno inteiro da magnetosfera estava aberto para o vento solar." OrientaçãoAlém do tamanho da cavidade, a orientação dos campos magnéticos do Sol e da Terra no momento da abertura também surpreendeu os cientistas. Até a descoberta, pensava-se que o escudo de proteção funcionava melhor e impedia que as partículas conseguissem atravessar o campo magnético terrestre quando ele estava alinhado com o campo magnético do Sol. Acreditava-se ainda que, quando os campos estavam em direções opostas, a abertura era maior. Os cientistas descobriram que, quando os dois campos magnéticos estão orientados em direções opostas, o número de partículas que atravessam o escudo terrestre é 20 vezes maior do que no momento em que os campos estão alinhados. Quando um número grande de partículas atravessa o campo magnético terrestre, isso pode provocar tempestades solares, causadas pela liberação das partículas, e também tempestades magnéticas, que podem sobrecarregar cabos de energia com excesso de corrente elétrica e causar apagões.
Arqueólogos israelenses anunciaram nesta sexta-feira descoberta em Jerusalém de uma inscrição com o nome de um membro da corte do último rei da Judéia, que reinou há 2.600 anos. "Descobrimos a impressão em argila, muito bem conservada, de um selo que leva o nome de Gedaliah, filho de Pashur", um membro da corte do rei Sedecias, mencionado na Bíblia (Jeremias 21-1), declarou à AFP a arqueóloga Eilat Mazar, responsável pela escavação. Mazar disse que esta inscrição de um centímetro de diâmetro foi descoberta próximo de uma segunda que leva o nome de outro oficial da corte e que foi descoberta em 2005. Segundo a arqueóloga, trata-se de uma "descoberta excepcional", pois é muito raro que inscrições estejam em tão bom estado de conservação. No entanto, o renomado arqueólogo Israel Finkelstein, autor do best-seller "A Bíblia Revelada", minimizou a importância da descoberta. "Dezenas de impressões de selos da época já foram descobertas e depois se sube que alguns eram falsos", declarou à AFP, recordando que o Museu do Luvre tem dois selos autênticos da Judéia, que remontam a mais de um século antes de Sedecias. "Essa descoberta tem um interesse, mas não muda nossas idéias sobre o reino de Sedecias, cuja existência já foi provada pela arqueologia, confirmando o relato bíblico", acrescentou. A escavação no bairro de Silwan, em Jerusalém Leste anexada, no sítio mais antigo da Cidade Santa, é financiada por diversas instituições de direita ou ultranacionalistas israelenses, sob a supervisão da Universidade Hebraica de Jerusalém. Vasalo do rei da Babilônia, Nabucodonosor, Sedecias morreu em 586 antes de nossa era, depois de a revolta do reino da Judéia contra a Babilônia ter sido sufocada e a tomada de Jerusalém.