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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Você sente fome oculta?

A fome oculta é a alteração nutricional decorrente da deficiência marginal de micronutrientes (vitaminas e minerais) e que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) consiste na necessidade não explícita de um ou mais nutrientes. É um processo gradual e progressivo no qual ocorre gradativa eliminação ou exaustão dos estoques de micronutrientes do organismo.

Ela é bem diferente da vontade de comer e da fome comum. Fome é a necessidade visceral de introduzir alimentos no estômago, ou seja, é a "necessidade de comer". Apetite pode ser o desejo de determinado alimento por necessidade ou prazer.

Entre os sintomas estão a inapetência, letargia, fraqueza, irritabilidade, insônia, depressão, falta de concentração, maior suscetibilidade às infecções, convalescença retardada às doenças, além de capacidade diminuída para lidar com situações que exijam esforço físico.

”A fome oculta afeta todos os níveis sócio-econômicos, é subclínica, ou seja, não leva a sinais e sintomas clínicos claros, não afeta peso e altura significativamente e o diagnóstico é realizado por meio de exames bioquímicos”, afirma nutrólogo Douglas Carignani Junior.

A falta de tempo para a compra e preparo dos alimentos, as extenuantes jornadas de trabalho e o alto consumo de alimentos industrializados levam a um consumo excessivo de carboidratos, proteínas e gorduras, quase sempre deficiente em vitaminas, minerais e fibras. Essas refeições levam a população a um paradoxo: maior incidência de sobrepeso, obesidade e fome oculta.

A forma de preparo ou processamento dos alimentos também podem minar sua qualidade nutricional. “As vitaminas são sensíveis ao calor, umidade, ar e luz e, ao ferver ou congelar os alimentos, acabamos destruindo grande parte delas”, afirma.

A estratégia para a prevenção se baseia em educação alimentar com promoção de dieta adequadamente balanceada, enriquecimento de alimentos com vitaminas e minerais e suplementações farmacológicas com polivitamínicos e minerais.
Camila Tavares
Fonte:http://cristianaarcangeli.terra.com.br/site/saude.aspx?flg=1&id=1412&id_categoria=80

domingo, 1 de junho de 2008

AMÉRICA LATINA EXPORTA 30% DOS ALIMENTOS E DEIXA 80 MILHÕES PASSANDO FOME

CARACAS, 30 MAI (ANSA) - Segundo dados do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a América Latina exporta cerca de 30% de sua produção de alimentos, enquanto 80 milhões de pessoas têm dificuldades para comprar comida devido aos altos preços nos mercados nacionais. Durante o fórum do Sistema Econômico Latino-Americano e do Caribe (Sela) sobre a Segurança Alimentar, realizado hoje em Caracas, o representante da IICA, Daniel Montenegro, destacou que esse é um dos "paradoxos" a ser enfrentado para solucionar a crise. De acordo com as Nações Unidas, os preços dos alimentos cresceram 57% no último ano, em virtude da diminuição das reservas mundiais que abastecem o planeta. Montenegro chamou a atenção para que se evite "a utilização de alimentos na produção de biocombustíveis". "Devemos buscar variedades vegetais que não sejam alimentos e sirvam para fazer biocombustível", declarou o representante do IICA, que aponta o investimento em pesquisas para combater não só a fome, mas também a alta nos preços dos combustíveis fósseis. Montenegro falou que os países "exportadores de matérias-primas e hidrocarbonetos" da América do Sul devem promover ações conjuntas para ajudar as nações "pequenas, com produções de subsistência".