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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cérebro humano fabrica sua própria ‘maconha’

Cientistas brasileiros e estadunidenses descobriram que o cérebro fabrica uma proteína que age como maconha em receptores específicos do próprio órgão. A descoberta pode ajudar em pesquisas que buscam entender como a maconha funciona no controle de dor, no estímulo de apetite e para prevenir o uso indevido da droga.

“Achamos que as descobertas poderão ajudar na fabricação de remédios que promovam efeitos similares aos da maconha, mas sem correr o risco de viciar a pessoa na substância” explica Lakshimi Devi, do Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Nova York. “Será útil ter um remédio capaz de bloquear o receptor THC do cérebro”.

Os cientistas chegaram as suas conclusões retirando pequenas proteínas do cérebro de ratos, chamadas de peptídeos, e determinando a seqüência de seus aminoácidos. A substância foi comparada com outro peptídeo, conhecido por bloquear, e não ativar, o receptor THC do cérebro – que recebe os efeitos da maconha.

No ano passado, cientistas descobriram que nossa pele produz uma substância que age como maconha. Agora foi identificada essa propriedade em nosso cérebro. De acordo com os pesquisadores que lideraram os estudos, estamos mais perto de acabar com o vício pela substância e tirar “uma boa lição” médica da situação.

Fonte: http://hypescience.com/cerebro-humano-fabrica-sua-propria-maconha/

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Implante no cérebro faz homem paralisado falar através de computador

Erik Ramsey possui todas as suas faculdades intactas apesar de ter sido totalmente paralisado por um derrame, nove anos atrás. Hoje ele está aprendendo a falar novamente, através de um implante em seu cérebro que está conectado a um computador.
Philip Kennedy, da empresa Neural Signals (EUA), implantou em 2004 um eletrodo no cérebro de Erik no córtex responsável pela fala e movimentos. A esperança é que o sinal vindo do cérebro de Erik pudesse ser usado para restaurar sua fala.
O trabalho mais difícil seria interpretar esses sinais. Mas Frank Guenther, da Universidade de Boston, nos EUA, estava trabalhando no mesmo problema, mas com outra abordagem. Ele estava estudando a atividade neural para descobrir como os sinais cerebrais controlam a posição dos lábios, língua, maxilar e laringe para produzir os sons básicos.
Frank e sua equipe desenvolveram um programa de computador que reconhece e traduz os padrões de atividade cerebral durante a fala.
Quando se juntou ao Philip foi possível usar seu software para interpretar os sinais vindos do eletrodo de Erik e trabalhar na forma do trato vocal que ele estava tentando criar. Essa informação é transferida para um sintetizador vocal que produz o som correspondente.
Fonte:http://hypescience.com/implante-no-cerebro-faz-homem-paralisado-falar-atraves-de-computador/

sábado, 14 de junho de 2008

Área do cérebro pode mostrar chances de paciente sair do coma, diz estudo

Pesquisadores belgas podem ter descoberto uma forma de prever se um paciente em coma com graves danos cerebrais voltará à consciência.
Cientistas da Universidade de Liège, na Bélgica, afirmaram que identificaram uma parte do cérebro que pode continuar ativa até em casos de danos cerebrais mais graves. Segundo eles, atividade dessa região pode oferecer pistas quanto às chances de recuperação dos pacientes em coma.
De acordo com os pesquisadores, o nível de atividade em uma "rede alternativa" - uma série de regiões específicas conectadas ao córtex cerebral – parece combinar com o nível de consciência do paciente.
O médico Steven Laureys e sua equipe usaram exames nos cérebros de 13 pacientes com danos cerebrais com diferentes níveis de consciência, medindo a atividade destas "redes alternativas".
O estudo de Laureys descobriu que a atividade desta rede variava proporcionalmente a quantidade de dano ao cérebro do paciente.
Pacientes com um mínimo de consciência tinham uma redução de 10% nas atividades, em comparação com pessoas saudáveis. Foi registrada uma redução de 35% nas atividades em pacientes em coma e naqueles em um estado vegetativo persistente.
Não foi registrada nenhuma atividade na "rede alternativa" em pacientes com morte cerebral.
Os pesquisadores apresentaram a pesquisa na reunião da Sociedade de Neurologia Européia, em Nice, na França e também tiveram o estudo publicado na revista New Scientist.
Devaneios
Segundo o artigo da New Scientist, quando uma pessoa saudável está num estado de devaneio, o cérebro não está ocupado com tarefas específicas.
Então, a "rede alternativa" iniciaria sua atividade.
O propósito desta rede ainda é debatido entre estudiosos, mas provas descobertas recentemente sugerem que ela mantém o cérebro pronto para assumir novas tarefas.
Diagnóstico
Várias técnicas são usadas para avaliar o nível de consciência em uma pessoa depois de um ferimento na cabeça.
Enquanto alguns pacientes são diagnosticados com morte cerebral, sem sinal de nenhum tipo de atividade no cérebro, pode ser difícil fazer um diagnóstico exato quando o paciente tem alto nível de atividade cerebral, mas ainda está inconsciente.
Laureys concluiu que um exame no cérebro para detectar a atividade nesta "rede alternativa" pode funcionar como um "medidor de consciência"
"Isto pode se transformar em uma forma de diagnosticar a consciência residual em pacientes com danos cerebrais", disse o pesquisador.
O exame poderia afetar de forma dramática o destino destes pacientes, ajudando a determinar se eles devem ser tratados com medicamentos ou terapia e, em alguns casos, se eles devem ser mantidos vivos, acrescentou Laureys.