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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Descoberto buraco gigante em campo magnético da Terra


Os satélites da missão espacial Themis, lançados em 2007, descobriram um grande buraco no campo magnético da Terra. Segundo os cientistas da Nasa, a agência espacial americana, a abertura é dez vezes maior do que era esperado e o buraco tem o diâmetro sete vezes maior do que o do nosso planeta.
O campo magnético da Terra, também conhecido como magnetosfera, é uma espécie de bolha magnética que circunda o planeta e protege a superfície terrestre das partículas carregadas pelo vento solar.
Os cientistas explicam que o vento solar carregado de partículas "abre" o buraco na magnetosfera da mesma forma como um polvo envolve um objeto com seus tentáculos - um processo conhecido como "reconexão magnética".
"O campo magnético do Sol se reveste ao redor da magnetosfera, provocando a sua ruptura", afirma o cientista David Sibeck, da Nasa.
A descoberta do buraco foi feita no dia 3 de junho, quando os cinco satélites da nave espacial passaram pela cavidade no momento em que estava se abrindo.
"Já vimos cavidades como essa antes, mas não em escala tão grande", disse Jimmy Raeder, físico da Universidade de New Hampshire que também trabalha no projeto. "O lado diurno inteiro da magnetosfera estava aberto para o vento solar." OrientaçãoAlém do tamanho da cavidade, a orientação dos campos magnéticos do Sol e da Terra no momento da abertura também surpreendeu os cientistas. Até a descoberta, pensava-se que o escudo de proteção funcionava melhor e impedia que as partículas conseguissem atravessar o campo magnético terrestre quando ele estava alinhado com o campo magnético do Sol.
Acreditava-se ainda que, quando os campos estavam em direções opostas, a abertura era maior.
Os cientistas descobriram que, quando os dois campos magnéticos estão orientados em direções opostas, o número de partículas que atravessam o escudo terrestre é 20 vezes maior do que no momento em que os campos estão alinhados.
Quando um número grande de partículas atravessa o campo magnético terrestre, isso pode provocar tempestades solares, causadas pela liberação das partículas, e também tempestades magnéticas, que podem sobrecarregar cabos de energia com excesso de corrente elétrica e causar apagões.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Gigantesco buraco negro é catapultado para o espaço

Um colossal buraco negro foi flagrado saindo de sua galáxia natal, expelido depois de uma imensa fusão cósmica a uma velocidade inimaginável. Quando galáxias em colisão finalmente fundem, se supunha que os buracos negros em seus centros pudessem se fundir também. Astrônomos já teorizaram que a liberação de energia resultante poderia propelir o novo buraco negro para fora de sua galáxia de origem, para o espaço vazio, mas ninguém havia observado o evento.
“Nós já observamos os estágios de pré-fusão de buracos negros”, disse Stefanie Komossa do Instituto Max Planck de física extraterrestre,parte da equipe que fez a nova descoberta. “Mas não havíamos visto a o evento da fusão em si.”
Stefanie e sua equipe agora detectaram as conseqüências de tal fusão: um buraco negro em processo de deixar a sua galáxia de origem.
“A conseqüência foi de que o buraco negro fundido, o produto final, o novo buraco negro foi expelido da galáxia”, disse Stefanie. Os resultados da equipe serão detalhados na edição de 10 de maio da revista científica Astrophysical Journal Letters.
Singular velocidade
“Na coalescência final, ou fusão, destes dois buracos negros é emitido um estouro gigante de ondas gravitacionais”, ela disse. “Como estas ondas são emitidas em uma única direção, o buraco negro então é expulso na outra direção”.
De acordo com algumas simulações teóricas o “chute” que o buraco negro toma é similar ao recuo de uma arma podendo propelir o buraco negro a muitos milhares de quilômetros por segundo. Este buraco negro foi observado correndo a 2.650 km/s (9,5 milhões de km/h). Como a atração da galáxia não é páreo para esta incrível velocidade o buraco negro “inevitavelmente irá para o espaço intergaláctico”, disse Stefanie.