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terça-feira, 24 de março de 2009

Adolescentes capturam imagens do espaço usando um balão

Usando uma câmera barata a bordo de um balão de hélio, jovens foram capazes de tirar incríveis fotos do espaço.
Os quatro estudantes espanhóis conseguiram mandar uma câmera fotográfica para a estratosfera usando um balão. Isso prova que, para conseguir boas imagens, não é necessário os bilhões de dólares investidos no Google, ou então um centro de pesquisas como o Centro Meteorológico da BBC.
As fotos foram tiradas a cerca de 30 quilômetros acima do mar. Os estudantes, de uma universidade na Catalunia, terminaram seu experimento em fevereiro desse ano. Eles acompanharam o trajeto de seu balão através de serviços oferecidos pelo Google Earth.
O coordenador da equipe, Gerar Marull, declarou que está fascinado pelos resultados obtidos. “Poder mandar um balão, com sensores feitos à mão, para o espaço, e conseguir imagens como essas é fascinante”.
A equipe, batizada de Meteotek, teve que passar por várias situações inesperadas e contar com uma boa quantidade de sorte.
“O balão que escolhemos foi inflado com Hélio e pesava apenas 1,5 kg. Ele conseguiu carregar o sensor e a câmera Nikon tranquilamente” explicou Marull.
Inicialmente, os integrantes da equipe ficaram preocupados com mudanças atmosféricas, já que a pressão se altera – mas, monitorando o projeto sempre, através do Google Earth, eles foram capazes de superar as dificuldades.
Os estudantes já estão sendo visados por universidades americanas, para pesquisas futuras.

domingo, 22 de março de 2009

A Terra brilha vista do espaço

Se os filmes de ficção científica estiverem certos e existir vida inteligente em outros planetas do Sistema Solar, de uma coisa podemos ter certeza: para os alienígenas, a Terra brilha tanto quanto os astros que enxergamos daqui à noite.
Segundo Basílio Xavier Santiago, professor do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, isso ocorre porque, sendo um dos oito planetas do Sistema Solar, a Terra é capaz de refletir a luz do Sol que incide nela, assim como fazem os outros planetas.
O brilho da Terra, quando vista de um outro planeta distante, conforme informa o professor, está relacionado a alguns fatores, como a distância da Terra ao Sol, que é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros, e o tamanho da Terra, cerca de 12.600 quilômetros de diâmetro. Depende, ainda, "da distância da Terra ao planeta, que varia conforme a posição em que os dois planetas estão em suas órbitas, e da capacidade da Terra de refletir a luz, que chamamos de 'albedo'".
A Terra vista de Marte, exemplifica Basílio Santiago, seria mais brilhante do que Marte observado daqui. "Isso porque a Terra está mais próxima do Sol, é umas duas vezes maior e reflete 25% mais a luz solar do que Marte", explica.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI3648152-EI8399,00.html

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Gigantesco buraco negro é catapultado para o espaço

Um colossal buraco negro foi flagrado saindo de sua galáxia natal, expelido depois de uma imensa fusão cósmica a uma velocidade inimaginável. Quando galáxias em colisão finalmente fundem, se supunha que os buracos negros em seus centros pudessem se fundir também. Astrônomos já teorizaram que a liberação de energia resultante poderia propelir o novo buraco negro para fora de sua galáxia de origem, para o espaço vazio, mas ninguém havia observado o evento.
“Nós já observamos os estágios de pré-fusão de buracos negros”, disse Stefanie Komossa do Instituto Max Planck de física extraterrestre,parte da equipe que fez a nova descoberta. “Mas não havíamos visto a o evento da fusão em si.”
Stefanie e sua equipe agora detectaram as conseqüências de tal fusão: um buraco negro em processo de deixar a sua galáxia de origem.
“A conseqüência foi de que o buraco negro fundido, o produto final, o novo buraco negro foi expelido da galáxia”, disse Stefanie. Os resultados da equipe serão detalhados na edição de 10 de maio da revista científica Astrophysical Journal Letters.
Singular velocidade
“Na coalescência final, ou fusão, destes dois buracos negros é emitido um estouro gigante de ondas gravitacionais”, ela disse. “Como estas ondas são emitidas em uma única direção, o buraco negro então é expulso na outra direção”.
De acordo com algumas simulações teóricas o “chute” que o buraco negro toma é similar ao recuo de uma arma podendo propelir o buraco negro a muitos milhares de quilômetros por segundo. Este buraco negro foi observado correndo a 2.650 km/s (9,5 milhões de km/h). Como a atração da galáxia não é páreo para esta incrível velocidade o buraco negro “inevitavelmente irá para o espaço intergaláctico”, disse Stefanie.