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sexta-feira, 20 de março de 2009

Água em Marte é salgada, diz estudo

Cientistas americanos disseram nesta terça-feira que a água em forma líquida descoberta junto à sonda espacial "Phoenix", em Marte, é salgada e poderia estar presentes em outros lugares do planeta.
"Há muitas provas que mostram que a água salgada pode ser comum em Marte", disse Nilton Renno, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas, Oceânicas e Espaciais da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Renno, que integra o grupo de cientistas encarregado das operações da Phoenix, ressaltou que esta é a primeira vez que foi detectada e fotografada água líquida fora da Terra.
"A água líquida é um ingrediente essencial para a vida. Esta descoberta tem implicações importantes para muitas áreas, incluindo a possibilidade de haver vida em Marte", disse.
Até o momento, os cientistas achavam que a água existia no planeta apenas em forma de gelo ou vapor, devido às condições de temperatura e pressão.
O estudo revelou que foram feitas fotos que mostram gotas de orvalho em uma parte da estrutura da sonda.
A "Phoenix" chegou a Marte em maio de 2008 e transmitiu dados à Terra até o início de novembro. Os cientistas, no entanto, seguem analisando as informações.
Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/03/17/agua-em-marte-salgada-diz-estudo-754885370.asp

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Gás detectado em Marte pode ser sinal de formas de vida


Imagem mostra emissão de metano em Marte, nas três principais regiões onde ela foi detectada; quanto mais vermelho, mais metano (Foto: Science)

Em regiões localizadas do território marciano, alguma coisa soltou um gás. E desconfia-se que possa ter sido alguma formas de vida no planeta vermelho. A hipótese ainda é muito preliminar, e os cientistas admitem que a produção relativamente intensa do tal gás pode ser fruto de atividade geológica -- sem ter ligação com vida, portanto. De toda forma, é surpreendente. A descoberta foi feita por cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Mas, ironicamente, os resultados não provêm de alguma das muitas sondas que trabalham em órbita de Marte ou mesmo no solo marciano. O achado é fruto, na verdade, de intensas observações feitas com telescópios, na própria Terra. Usando equipamentos especiais para identificar a composição química do planeta (os chamados espectrômetros, que permitem identificar compostos químicos a partir da luz emitida pelo objeto), a equipe de Michael J. Mumma e Michael D. Smith, ambos do Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, em Maryland, conseguiu detectar uma emissão intensa de metano em certas regiões de Marte durante o verão do hemisfério Norte do planeta vermelho em 2003.

Os cientistas mantiveram as observações por vários anos, e notaram certos padrões na emissão de metano. O primeiro é de que ele parte de regiões muito específicas; não é o planeta inteiro que está emitindo. O segundo é de que as emissões são sazonais, ou seja, acontecem apenas na época do verão marciano, quando as temperaturas ficam mais amenas (normalmente é muito frio no planeta vermelho). Essas sazonalidade e localidade são algumas das razões para os cientistas desconfiarem que talvez, por trás dessas emissões, estejam formas de vida. Exemplo do planeta ao lado Na Terra, cerca de 90% das emissões de metano -- um poderoso gás de efeito estufa -- são propiciadas por forma de vida. Uma grande parcela disso é fruto da flatulência do gado. Mas em Marte ninguém espera encontrar pastos cheio de vacas soltando gases pelo traseiro. Entretanto, há muitas bactérias capazes de emitir metano como resultado de seu metabolismo. Talvez alguma coisa parecida com isso aconteça no planeta vermelho. Mas os cientistas são cuidadosos ao afirmar que, talvez, tudo não passe de gases aprisionados em meio a substâncias voláteis, como água e dióxido de carbono, que ficam a maior parte do tempo congelados no subsolo marciano. Eles poderiam ter sido criado muito tempo atrás -- fruto de vida antiga ou mesmo de atividade geológica antiga -- e só agora estariam vindo à tona, com o descongelamento sazonal das reservas em que estariam aprisionados. Ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão. Mas a descoberta, divulgada nesta quinta-feira (15) on-line na revista científica americana "Science", sem dúvida evocará novos estudos, na tentativa de decifrar o mistério do gás que Marte soltou em 2003.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL957415-5603,00-GAS+DETECTADO+EM+MARTE+PODE+SER+SINAL+DE+FORMAS+DE+VIDA.html

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A mais bela foto de Marte

Imagem feita pelo robôs Spirit e Opportunity da Nasa.

Quando a fotografia foi feita, o Spirit tinha pouco mais de um ano em Marte, e já estava fazendo hora extra. Inicialmente, as previsões da Nasa indicavam que os dois robôs durariam no máximo uns 90 dias. Para fazer a imagem, a câmera fez algumas alterações para que a foto ficasse o mais parecida possível com o que um ser humano veria se estivesse no mesmo local. E, como o Sol está bem mais longe de Marte do que está da Terra, seu tamanho é cerca de dois terços daquele que nós estamos acostumados a ver por aqui.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL2047-5603,00-CONCURSO+ESCOLHE+MAIS+BELA+FOTO+DE+MARTE.html

sábado, 22 de novembro de 2008

Marte como nunca se viu

As novas imagens captadas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, equipada com umlaboratório fotográfico de alta resolução, transformam em arte abstrata dunas, rochase vulcões do planeta vizinho da Terra

Fotos NASA/JPL /University of Arizona

Marcas do tempo
Cratera originada do impacto de um asteróide (no alto, à esq.) e formações de gipso, material parecido com o gesso produzido pela evaporação de água no passado (no alto, à dir.). Resquícios de geleiras que existiram em Marte (à dir.) e vestígios de correntes de água (à esq.)

vastidão de areia da superfície de Marte reflete uma atmosfera composta de 95% de dióxido de carbono. Por causa desse reflexo, Marte aparece nos telescópios e instrumentos de observação como uma enorme bola cor de cerâmica. Daí ser chamado de planeta vermelho. Essa característica torna difícil para os cientistas identificar as imensas dunas, rochas, sulcos de lava e outras marcas do que aconteceu no passado do astro vizinho da Terra. A sonda Phoenix Mars Lander, que há duas semanas encerrou sua missão em Marte, tirou belas fotos, mas, por estar pousada no solo do planeta, as imagens têm alcance reduzido. Para obter imagens mais nítidas da topografia do planeta, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que o orbita desde 2006, foi equipada com um laboratório de fotografia de alta resolução. Ele conta com doze filtros de luz, radares de altitude e sensores de radiação invisível aos olhos humanos. Os aparelhos tiraram o véu ocre pelo qual se enxergava o planeta. As imagens mais espetaculares captadas pela Mars Reconnaissance Orbiter, liberadas nas últimas semanas pela Nasa, a agência espacial americana, mostram Marte com uma profusão de tons de azul e com gelo não só nas calotas polares, mas espalhado em toda a superfície. Além disso, as fotos comprovam que o planeta abrigou grandes lagos e até oceanos.
Até hoje, as fotos tiradas pelas sondas que orbitaram Marte, a cerca de 300 quilômetros de distância da superfície, eram pouco definidas. A câmera da Mars Reconnaissance Orbiter fotografa à mesma distância, mas é equipada com uma série de recursos que fazem toda a diferença no resultado. Um radar identifica pequenos acidentes no relevo do planeta, com precisão de até 20 centímetros. Filtros que medem a intensidade de tons verdes e azuis, aliados a um sensor que capta a emissão de calor de cada trecho do terreno, tornam possível criar contrastes entre os materiais da superfície. Computadores ajudam a cruzar as informações produzidas por todos esses equipamentos. Nascem assim imagens que lembram a arte abstrata. "São fotos extremamente úteis para encontrarmos bons locais de pouso para as próximas sondas que vão aterrissar em Marte", diz o geólogo espacial Alfred McEwen, que coordena o laboratório de alta resolução da Nasa. No final do ano que vem, a agência americana irá colocar uma nova sonda na órbita de Marte, a Mars Science Laboratory.
Para compreender melhor as imagens captadas pela Mars Reconnaissance Orbiter, é útil entender como funciona o clima em Marte. No inverno do pólo sul, mais longo, a temperatura no planeta chega a 80 graus negativos. Nessa época, uma manta de gelo sujo, misturado com poeira, compõe grande parte da superfície. Quando chega o verão e a temperatura ultrapassa 10 graus positivos, essa camada de gelo, em vez de derreter, vira vapor. Isso ocorre porque a atmosfera é dezenas de vezes mais rarefeita do que na Terra. O vapor liberado é tão intenso que a pressão atmosférica aumenta 26% nessa época. As imagens mostram pontos de gelo emergindo para a atmosfera e também canais e planícies que atestam a segunda fase da evolução de Marte – quando a pressão atmosférica era maior e o planeta tinha água em abundância. "As fotos fornecem provas contundentes de que houve grande movimentação de água no passado geológico de Marte", afirma o engenheiro brasileiro Ramon Perez De Paula, que coordena a missão da sonda na Nasa. Se algum dia, como hoje se acredita, o planeta abrigou oceanos, eles deviam se concentrar no hemisfério norte – hoje composto de uma grande planície desértica. As imagens mostram terrenos estratificados, provavelmente originados da ação da água, e formações de gipso, um material parecido com o gesso que é produzido durante a evaporação. É nessas áreas que a Mars Science Laboratory, próxima sonda a explorar Marte, deve aterrissar. "Locais como esses têm maior probabilidade de guardar alguma assinatura biológica", afirma Ramon De Paula.
Além de captarem registros da época em que Marte tinha água abundante, as imagens revelam vestígios de um período anterior, encerrado há 20 milhões de anos. Nele, a superfície do planeta sofreu enormes erupções vulcânicas. Marte abriga o maior vulcão conhecido do Sistema Solar, o Monte Olympus, com 25 quilômetros de altura – quase o triplo do Everest – e 620 quilômetros de largura. O relevo de Marte tem cânions, chapadas e abismos que lembram as fossas do Oceano Pacífico. Como a atmosfera do astro não consegue desintegrar asteróides vindos do espaço, a exemplo do que acontece na Terra, eles provocam enormes crateras quando atingem sua superfície. Todos esses acidentes topográficos são registrados nas magníficas fotos da Mars Reconnaissance Orbiter.

* Essas fotos lembram-me formas orgânicas.

Fonte:http://veja.abril.com.br/261108/p_112.shtml

domingo, 16 de novembro de 2008

Boriska, goroto que veio de Marte prevê catástrofe para 2009 e 2013

Membros de uma expedição à zona anomala situada no norte da região Volgogrado, mais conhecido como "Medvedetskaya gryada", contaram uma história de um rapaz incomum, chamado Boriska …
“Você pode imaginar, enquanto todos estavam sentados à volta de uma fogueira à noite, uma criança (cerca de 7 anos de idade) de repente pediu a atenção de todos. Levantou, ele queria falar a todos a respeito da vida em Marte, sobre seus habitantes e suas viagens para a terra, " conta uma das testemunhas . Todo o mundo ficou em silêncio. Foi incrível! O garotinho, com enormes olhos vivos estava estava prestes a revelar uma magnífica história a respeito da civilização marciana, sobre cidades megalíticos, suas naves espaciais e voos para diversos planetas, sobre Lemuria, um país maravilhoso, cuja a vida que ele conhecia em detalhes, uma vez que descera lá, e fizera amigos lá …
As achas de madeira estalando, a noite de nevoeiro cobria o território e o imenso céu escuro estava cheio de pequenas estrelas pareciam esconder algum tipo de mistério. Sua história durou cerca de uma hora e meia. Um dos membros da expedição foi esperto o bastante para gravar toda a narrativa .
Muitos foram surpreendidos por dois fatores distintos. Em primeiro lugar, o garoto possuía excepcionalmente profundo conhecimento. Seu intelecto era obviamente muito distante do de um menino tipico de 7 anos de idade . Nem todos os professores seriam capazes de narrar toda a história da Lemuria e seus habitantes em tais detalhes. Você será capaz de encontrar qualquer menção deste país nos manuais escolares. A ciência moderna ainda não provou a existência de outras civilizações.
Em segundo lugar, fomos todos surpreendidos com a linguagem adiantada que o garoto utilizava . Estava muito acima da que os meninos de sua idade normalmente usam. Seu conhecimento da terminologia específica, detalhes e fatos de Marte e da Terra nos fascinaram a todos.
"Porque é que ele começou a narração naquele lugar," disse o meu interlocutor. "Talvez, simplesmente foi tocado pela atmosfera geral do nosso acampamento, com pessoas bem informadas e de mente aberta e capazes de o entender," continuou ele.
"Poderia ele ter inventado isso tudo?"
"Duvidoso", disse o meu amigo". "Para mim, isto parece como que o garoto estava compartilhar suas recordações pessoais de vidas passadas. É praticamente impossível inventar tais histórias; alguém realmente teria de conhece-las ."
Leia a matéria completa na:

domingo, 25 de maio de 2008

Sonda da Nasa faz pouso histórico no pólo norte de Marte


Imagem -John Miller/AP

A sonda Phoenix, da Nasa (agência espacial norte-americana), realizou um pouso histórico próximo ao pólo norte de Marte neste domingo (25). A Phoenix irá procurar água e avaliar as condições para a existência de vida no planeta, de acordo com membros da agência.
Após percorrer 679 milhões de quilômetros, a aeronave pousou às 16h53 locais (20h53 em Brasília), depois de uma entrada arriscada na atmosfera do planeta. É a primeira vez que uma espaçonave aterrissa em uma das regiões polares de Marte.
Entre os comandantes da operação, que exigiu um investimento de mais de US$ 450 milhões, está o brasileiro Ramon de Paula, chefe dessa missão na agência espacial.
Impulsionada pela gravidade, a Phoenix estava a aproximadamente 20.400 km/h antes de entrar na atmosfera, que diminuiu a velocidade da sonda para que ela pudesse abrir um pára-quedas e acionar motores retropropulsores que ajudaram a reduzir a velocidade da sonda antes de atingir o solo.
Em 2002, cientistas descobriram que as regiões polares de Marte têm grandes reservatórios de água congelada sob uma camada de solo. A Phoenix foi lançada em 4 de agosto de 2007, para colher amostras da água e determinar se ela contêm os elementos necessários para a existência de vida.
Ao estudar as condições e as origens da água no local, a Phoenix vai procurar por outras condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos. A sonda é capaz de coletar pequenas quantidades desses compostos e identificá-los. As duas naves Viking, da Nasa, que chegaram à Marte em 1976, não detectaram a existência desses compostos.
Para a Nasa, estudar a água em Marte é chave para descobrir respostas importantes, como se o planeta já teve vida.
A Nasa tentou pousar uma sonda no pólo sul de Marte em 1999, mas ela se perdeu pouco antes de chegar ao solo.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u405305.shtml