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quarta-feira, 11 de março de 2009

Produto desintoxicante de príncipe Charles é 'charlatanismo', diz especialista

Solução desintoxicante faz parte de linha de produtos herbais Duchy, do príncipe

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, foi acusado de charlatanismo por um importante professor de medicina complementar da Grã-Bretanha, Edzard Ernst, por ter lançado o que ele chamou produto desintoxicante "duvidoso".
Ernst afirmou que a solução desintoxicante da marca do príncipe, a Duchy Originals, foi elaborada baseada em "charlatanismo absoluto".
Segundo o professor não existem provas científicas que mostrem que produtos desintoxicantes funcionam.
Ernst, professor da Peninsula Medical School, no sudoeste da Grã-Bretanha, afirmou que o príncipe Charles e seus conselheiros parecem ignorar deliberadamente a ciência, preferindo "confiar no 'faz de conta' e na superstição".
"Dessa forma, o príncipe Charles explora um público ingênuo em um momento de dificuldades financeiras", acrescentou.
Defesa
A marca Duchy Originals alega que o produto garante uma "ajuda natural à digestão e estimula os processos de eliminação do corpo".
Divulgado como a Solução Desintoxicante de Ervas Duchy, a mistura de alcachofra e dente-de-leão é descrita como um "suplemento alimentar para ajudar a eliminar as toxinas". Cada garrafa de 50 ml custa 10 libras (cerca de R$ 32).
Andrew Baker, presidente da Duchy Originals, afirmou que a solução "não é e nunca foi descrita como um remédio ou cura para qualquer doença".
"Não há 'charlatanismo', não há 'faz de conta' e nenhuma 'superstição' em qualquer uma das soluções de ervas Duchy Originals. Acreditamos ser muito infeliz o fato de o professor Ernst buscar manchetes sensacionalistas desta forma ao invés de se concentrar na objetividade e precisão", acrescentou.

'Perigosa'

Mas para o professor Ernst, a sugestão de que produtos como o promovido pelo príncipe possam remover toxinas do corpo é "inconcebível, não foi comprovada e é perigosa".
"É claro, nada é mais fácil do que demonstrar que produtos para desintoxicação funcionam. Tudo o que é preciso é retirar algumas amostras de sangue de voluntários e examinar se esta ou aquela toxina é eliminada do corpo mais rápido que o normal", afirmou.
"Mas onde estão os estudos que demonstram a eficácia? Eles não existem e a razão é simples: estes produtos não têm efeitos desintoxicantes reais."
Esta não é a primeira vez que o professor Ernst critica o príncipe Charles. Em seu livro Trick or Treatment? Alternative Medicine on Trial ("Truque ou Tratamento? Medicina Alternativa em Julgamento", em tradução livre), lançado em 2008, o professor ironiza o príncipe, que tem sido partidário da medicina complementar há tempos, particularmente da homeopatia.
No começo de 2009, a fundação de caridade britânica voltada para ciência Sense About Science divulgou um relatório contestando as afirmações sobre produtos desintoxicantes.
Os pesquisadores da entidade analisaram uma série de produtos, de água engarrafada a esfoliantes faciais, e descobriram que suas alegações de desintoxicação são, de forma preponderante, sem sentido.
"Parece escandaloso que companhias lucrem vendendo produtos sem sentido, mas o herdeiro do trono (britânico) fazer isso, por 10 libras a garrafa, é ainda mais inadequado", disse Tom Wells, que ajudou na realização da pesquisa original.
"Gostaríamos de ver o fim dos produtos de desintoxicação nas lojas britânicas, começando com a solução desintoxicante do príncipe Charles."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Hacker que invadiu Pentágono atrás de fotos de ETs é autista, diz especialista

Para professor, Gary McKinnon sofreria de síndrome de Asperger.Governo americano quer que jovem britânico seja extraditado para os EUA.

Um especialista em autismo pediu nesta quinta-feira (15) em Londres que o britânico Gary McKinnon, acusado da maior operação de ciberpirataria da história dos Estados Unidos, não seja extraditado para esse país, onde pode pegar até 70 anos de prisão em uma penitenciária de segurança máxima. McKinnon foi acusado de entrar ilegalmente em 97 computadores da Marinha e do Exército americanos, da Nasa (agência espacial dos EUA) e do Pentágono, ações que ele mesmo confessou, mas alegando que não tinha má intenção. O especialista Simon Baron-Cohen, professor da Universidade de Cambridge, afirmou que McKinnon, de 42 anos, invadiu os computadores porque sofre da síndrome de Asperger, um tipo de autismo. Segundo Baron-Cohen, o que McKinnon fez foi "a atividade de alguém que sofre de um transtorno e não pode ser considerado um ato criminoso". O especialista explicou que o modo obcecado de agir de McKinnon é típico da "ingenuidade social" das pessoas que sofrem a síndrome de Asperger. A doença produz "uma visão estreita que faz com que, na busca da verdade, as pessoas não vejam as potenciais consequências sociais para as outras", afirmou o professor."Seu encarceramento seria questionável, porque alguém com a síndrome de Asperger dificilmente suportará esse entorno", disse o especialista. O hacker foi descoberto quando tentava baixar fotografias da Nasa que ele acreditava terem sido manipuladas para ocultar provas da existência de vida extraterrestre. Os americanos, que pedem sua extradição, afirmam que McKinnon tinha a intenção de influenciar no Governo dos Estados Unidos por meio da intimidação e da coerção.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL957348-6174,00-HACKER+QUE+INVADIU+PENTAGONO+ATRAS+DE+FOTOS+DE+ETS+E+AUTISTA+DIZ+ESPECIALIS.html