Mostrando postagens com marcador Planta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Planta. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de setembro de 2009

A planta que dança

Desmodium gyrans, nome científico.

A planta é conhecida como “mato dançante” ou “planta do semáforo”, devido ao movimento que as suas folhas fazem, que se assemelham a um semáforo. A planta tem um crescimento fácil, e dança alegremente mesmo na janela de uma casa.

Fonte:http://hypescience.com/20836-10-plantas-muito-esquisitas-do-nosso-planeta/

terça-feira, 31 de março de 2009

CANOLA - A Planta que Deus NÃO criou‏



Precisamos ficar atentos quanto às novidades "alimentares" . Os interesses das empresas sempre falam mais alto. Mas o problema maior é saber onde fica a verdade.

Veja a "Perfeição humana da Canola"

A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva.

Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem consta nas enciclopédias (Comptons e Encarta de 96)? Vejam só: Canola é novo nome da Colza. Colza? Novo nome? O que é isto afinal?

Bem a Colza é uma planta da família das mostardas. É a mesma planta que foi a fonte de produção do agente mostarda, gás letal usado de forma terrível na Guerra Mundial. O óleo de colza é utilizado como substrato de óleo lubrificante, sabões e combustível, sendo considerado venenoso para coisas vivas: ótimo repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico que contém.

Tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura saturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.

No entanto no ocidente o objetivo era se produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e Omega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.

Aí entram em cena empresas de "ótimas intenções", como a Monsanto, e produz uma variação transgênica da colza. Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA (Canadian oil - ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.

Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas a canola é o mais caro dos outros óleos, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.

Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?

Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?

O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia. Se observarem bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é muito facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (assim como as margarinas), relacionadas a graves doenças, incluindo o câncer. Produz déficit de vitamina E (antioxidante natural). Alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.

As pequenas quantias de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada, continuam sendo tóxicas para consumo humano, e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão).

A canola também ilustra um jeito de funcionar das mega empresas de biotecnologia.

Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a Monsanto, a Aventis e o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano, antes da aprovação legal desta importação para produção local.

Aqui e lá tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$50 milhões do governo Canadense para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.

Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores.

Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informação, que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.

A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!

Original de Dr. José Carlos Brasil Peixoto – médico
Fonte: e-mail

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Planta ornamental e bambu tratam esgoto

Plantas ornamentais sobre um suporte de pedra ou bambu. O que pode parecer apenas um arranjo paisagístico foi usado pelo engenheiro civil Luciano Zanella para tratar esgoto doméstico.
Pesquisador do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Centro Tecnológico do Ambiente Construído (Cetac) do IPT, Zanella desenvolveu um sistema natural de tratamento complementar de esgoto em sua tese de doutorado, realizada na Unicamp. A proposta, chamada “sistema wetland-construído”, é pioneira no Brasil por introduzir plantas ornamentais no processo, além de inovar com a aplicação de bambu como suporte.
Trata-se de uma alternativa prática e de baixo custo de operação, pois não há necessidade do uso de produtos químicos ou de eletricidade - ideal para pequenas propriedades. “Melhora muito a aparência e foi bastante boa para remoção de sólidos e de matéria orgânica”, avalia Zanella. O sistema complementar foi responsável por cerca de 30% da remoção de ambos os materiais, em relação ao total obtido na estação de tratamento.
Segundo o autor da pesquisa, recomenda-se o sistema como tratamento complementar ao esgoto doméstico já tratado numa primeira etapa, em que foram removidos resíduos mais pesados. Em outros países, essa configuração de tratamento, com plantas ornamentais, é largamente utilizada.
Os testes foram feitos na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), da Unicamp. O engenheiro montou seis piscinas de fibra de dois mil litros cada uma, pelas quais passava o esgoto já tratado da Faculdade. Em três delas, foi acrescentada brita ou pedras de construção até a borda e, nas outras três, utilizou-se anéis de bambu. Ambos os materiais retêm microorganismos presentes no esgoto, criando um “biofilme” sobre o suporte. Esses organismos são responsáveis pela decomposição de matéria orgânica.
“O bambu funcionou bem como suporte. É uma alternativa, na ausência de pedra”, conta Zanella. Apesar de dar melhor resultado, pedras não são facilmente encontradas em locais mais distantes e dependendo do tipo de terreno, como acontece na Amazônia. Por isso, o engenheiro propôs o uso do bambu, mais disponível.
As plantas ornamentais utilizadas atuam no sistema removendo nutrientes da água, como fósforo e nitrogênio, além ajudarem a reduzir a quantidade de esgoto final. Foram utilizadas em torno de dez espécies, sendo papiro, copo-de-leite, biri e mini-papiro as que melhor se adaptaram ao tipo de cultivo.
“O sistema melhorou a qualidade da água para dispor em lagos e rios, além de melhorar a aceitação da população a um tratamento de esgoto”, conta o pesquisador. Isso porque a opção pelas plantas tem um efeito paisagístico importante. “Ao enfeitar, eu desvio a atenção do sistema”, diz Zanella. E, no final, o cultivo de plantas ornamentais ainda pode gerar renda. “O papiro é uma fibra que pode ser usada para artesanato. E existe a possibilidade de venda das flores de corte de plantas como o copo-de-leite.”
Do IPT