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sábado, 21 de março de 2009

Cuba está na agenda da Cúpula das Américas, diz líder de Trinidad

A crise financeira global e a situação de Cuba serão discutidas durante a Cúpula das Américas, afirmou na quinta-feira o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, que será o anfitrião do evento entre 17 e 19 de abril.
Segundo ele, diversos líderes presentes deverão levantar um debate sobre o fim do embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba e a integração do país à região, já que o tema "está nos lábios de todo mundo", disse.
No entanto, os participantes evitarão criar embaraços sobre o assunto, especialmente para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que anunciou sua presença.
"Nós não estamos procurando criar disputas em Porto de Espanha (capital do país). Nós esperamos que as coisas se movam suavemente. Nós não queremos encurralar ninguém, e queremos assegurar o avanço da causa da democracia e da integração no hemisfério ocidental", afirmou Manning a jornalistas, depois de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.
"Nós não tentaremos encurralar especialmente o presidente dos Estados Unidos, que parece estar honrando muitos dos comprometimentos que fez", acrescentou.
O primeiro-ministro de Trinidad e Tobago demonstrou otimismo com a possibilidade de Cuba vir a ser convidada para participar do evento no futuro, mas evitou dizer quando e descartou fazer um convite para a cúpula do próximo mês.
"Seria prematuro. Nós não temos esse plano neste momento", disse.
Manning também demonstrou expectativa em acompanhar o pronunciamento de Obama para os presidentes da região. "Parece que ele está fazendo todas as declarações certas", comentou.
Em relação à crise financeira global, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago disse que certamente os líderes dos países presentes tratarão do assunto, mas ponderou que o tema não deve constar do documento final do encontro.
"A reunião dos países do G20 em Londres no próximo mês será bem mais importante nessa matéria, então melhor esperarmos para ver o que resultará disso antes de ver como isso será endereçado na cúpula (das Américas)", destacou. "Vamos esperar."
PETROBRAS
Manning revelou ainda que conversou com o presidente Lula sobre as negociações de acordos bilaterais de cooperação na área de energia. O Brasil quer importar gás natural liquefeito (GNL) de Trinidad e Tobago e os dois países estudam também fechar parcerias na área de exploração de petróleo em águas profundas e refino. Participaram também da reunião de Lula com Manning o chanceler Celso Amorim e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
Aproveitando a visita de Manning, Lula enviou nesta quinta-feira ao Congresso um acordo assinado em julho de 2008 com Trinidad e Tobago com o objetivo de evitar a dupla tributação, prevenir a evasão fiscal e incentivar o comércio e os investimentos entre os dois países. Cabe ao Congresso analisar o acordo antes de ele ser ratificado.
Fonte:http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/03/19/cuba-esta-na-agenda-da-cupula-das-americas-diz-lider-de-trinidad-754904250.asp

sexta-feira, 20 de junho de 2008

DIA HISTÓRICO - UE levanta sanções diplomáticas impostas a Cuba

19/06/2008
A União Européia (UE) decidiu nesta quinta-feira levantar as sanções diplomáticas que mantinha desde 2003 contra Cuba e propôs iniciar um diálogo "global e aberto" com o governo de Raúl Castro."Esse processo de diálogo deve incluir todos os âmbitos potenciais de cooperação, incluídos os setores político, de direitos humanos, econômico, científico e cultural", diz o documento assinado pelos governantes dos 27 países europeus no primeiro dia da cúpula que celebram em Bruxelas.A declaração também reconhece e apóia "as mudanças empreendidas até agora pelo governo cubano" e pede que o processo de abertura na ilha continue.O fim das sanções só conseguiu a unanimidade exigida para ser aprovado pelo bloco depois da introdução de uma cláusula que determina uma avaliação, dentro de um ano, dos resultados da reaproximação européia a Cuba nos campos político e de direitos humanos.Segundo o ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, a condição foi imposta pela República Tcheca, país que estará à frente da Presidência rotativa européia em junho de 2009 e, portanto, será encarregado de coordenar a revisão.Ainda assim, Moratinos disse confiar em que não haverá mudanças na posição européia."Se a Espanha já conseguiu avanços muito importantes com seu diálogo bilateral com Cuba, tenho certeza de que conseguiremos mais avanços quando o diálogo for com toda a União Européia", afirmou em entrevista coletiva.Para o governo espanhol, maior defensor da reaproximação européia à ilha, o fim definitivo das sanções, que restringia os contatos diplomáticos dos governos europeus com Havana, "é a melhor maneira de conseguir resultados" a favor da abertura em Cuba.Direitos HumanosOs governantes europeus garantiram que o diálogo com o governo de Raúl Castro será acompanhado por um diálogo semelhante com membros da oposição.Também prometeram "seguir oferecendo a todos os setores da sociedade apoio prático para uma mudança pacífica" no país e insistiram que os cidadãos cubanos têm "o direito de decidir seu futuro com total independência".Em sua declaração, a UE ainda se compromete a pedir que o governo cubano respeite a liberdade de expressão e informação e a "destacar seu ponto de vista sobre a democracia, os direitos humanos universais e as liberdades fundamentais".Ao mesmo tempo, pede que as organizaçõers humanitárias internacionais possam ter acesso às prisões e insistem em que Cuba deve melhorar "de forma efetiva" as condições de direitos humanos "mediante a liberação incondicional de todos os presos políticos, incluídos os que foram detidos e encarcerados em 2003", durante a chamada "primavera negra".Foi a prisão, nesse ano, de um grupo de 75 dissidentes cubanos, que levou a UE a adotar sanções contra a ilha.Apesar de terem sido suspensas em 2005, as restrições podiam continuar sendo aplicadas individualmente pelos governos nacionais.O fim definitivo dessas medidas era imposto como condição pelo governo cubano para aceitar a oferta de diálogo e cooperação reiterada diversas vezes pelos líderes europeus.
Fonte:http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/06/19/ult4909u4201.jhtm