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terça-feira, 17 de março de 2009

Biólogo mineiro identifica 7 novas espécies de abelhas

O biólogo André Nemésio, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialista em abelhas da subtribo Euglossina e torcedor fanático do Atlético Mineiro, identificou sete novas espécies de abelha da mata atlântica. A descoberta foi publicada na mais conceituada revista de taxonomia (a ciência que descreve espécies) do mundo, a Zootaxa e faz parte do trabalho de doutorado do biólogo. Entre as espécies descobertas está a Eulaema atleticana, batizada assim em homenagem clube do pesquisador mineiro. "Até onde eu pude pesquisar, é a primeira vez que um bicho é batizado em homenagem a um clube de futebol", disse o pesquisador. Aos olhos fanáticos de Nemésio - que conta já ter passado 36 horas numa fila, debaixo de chuva, para comprar ingressos para um jogo do Atlético na 2ª divisão - o padrão de listras pretas e douradas do corpo da abelha lembra o padrão de listras da camisa do Galo. Daí o nome mineiro - apesar de a espécie ter sido descoberta na Bahia. É muito comum na taxonomia que os nomes de espécies prestem alguma homenagem. Outra das espécies descritas por Nemésio, a Euglossa carolina, foi batizada em homenagem a três Carlos: Carolus Linnaeus (inventor da taxonomia moderna), Carlos Garófalo (professor da USP de Ribeirão Preto) e Charles Michenes (segundo Nemésio, o mais importante abelhólogo do mundo). As sete espécies foram descobertas dentro de um processo amplo de revisão da nomenclatura de todas as espécies de abelhas euglossinas da mata atlântica.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,biologo-mineiro-identifica-7-novas-especies-de-abelhas,339599,0.htm
*Albert Einstein teria dito que, se as abelhas desaparecerem, o mundo dos homens vai acabar em pouco tempo.
* Essa descoberta é uma nova esperança para a humanidade.

domingo, 20 de julho de 2008

A BUSCA DA CIÊNCIA PELAS CAUSAS DO DESAPARECIMENTO DAS ABELHAS

O que está acontecendo com as abelhas? Mais de um quarto das 2,4 milhões de colônias de abelhas nos Estados Unidos desapareceram – dez bilhões, de acordo com uma estimativa da American Apiary Inspectors, um grupo americano que fiscaliza criadores de abelhas.
Ninguém conseguiu explicar ainda o que faz com que as abelhas se desorientem e não consigam retornar às colméias. Entretanto, como em todo grande mistério, inúmeras teorias já foram postuladas, e muitas parecem saídas de um filme de ficção científca, ou de uma comédia. Os cultivares de milho GM já foram responsabilizados. Mas também as torres de telefone celular, as linhas de transmissão de energia e até Osama Bin Laden com um suposto plano para derrubar a agricultura americana (!).Diana Cox-Foster, uma entomóloga da Universidade do Estado da Pensilvânia, juntamente com Jeffrey S. Pettis, entomólogo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, conduzem uma equipe de pesquisadores que tentam obter respostas para explicar o “distúrbio do colapso da colônia” nome dado à síndrome de desaparecendo das abelhas. A drª. Cox-Foster, diversos cientistas e forças do governo americano discutem as suspeitas oficias mais prováveis: um vírus, um fungo ou um pesticida. O Brasil, alguns países da Europa e a Guatemala também se esforçam para obter as respostas. Até agora, apenas uma coisa é certa, a possibilidade de que cultivares de milho GM contendo Bt pudessem ser os responsáveis pela mortalidade em massa – uma vez que aparecem sintomas de envenenamento de sangue – são ínfimas. Testes genéticos da Universidade da Colômbia revelaram a presença de múltiplos microorganismos nas colméias ou colônias de abelhas em declínio, sugerindo que algo está enfraquecendo seu sistema imune. Ainda, foram encontrados alguns fungos nas abelhas afetadas presentes somente em humanos cujo sistema imune foi suprimido por AIDS ou câncer – o que segundo a drª. Cox-Foster é muito incomum. Amostras também foram enviadas a um laboratório do Departamento de Agricultura da Carolina Norte para checar a presença de 117 produtos químicos – com ênfase aos pesticidas “sistêmicos” que podem passar através do sistema circulatório de uma planta e se mover para as folhas novas ou flores, onde teriam contato com abelhas.De acordo com Bee Alert Technology Inc., uma companhia que monitora o problema, o distúrbio do colapso da colônia foi encontrado em 27 estados americanos. Um exame recente realizado em 13 estados por inspetores apiários revelou 26 % dos criadores de abelhas já perderam metade de suas colônias entre setembro e março.As abelhas domésticas são os insetos mais importantes para a produção de alimentos. Elas são os principais polinizadoras das frutas, vegetais e nozes. O número de colônias da abelha tem declinado desde a década de 40. Recentemente, as colônias de abelhas estiveram sob o estresse enquanto mais apicultores cruzaram o país com os caminhões imensos cheios de abelhas em busca de trabalho de polinização.
Fonte:http://www.biotechbrasil.bio.br/2007/05/03/a-busca-da-ciencia-pelas-causas-do-desaparecimento-das-abelhas/
*De acordo com a ciência espiritual, as abelhas estão voltando (sua essência) para o lugar de onde vieram, o planeta Vênus.